Nossas dicas
Total de dicas:  58

Última atualização: 05/11/2013
As dicas estão em ordem alfabética

Em todos os ramos da atividade humana há várias técnicas para se fazer a mesma coisa e no nosso hobby não é diferente. Um exemplo: no assentamento de trilhos há quem prefira a tradicional cortiça, a cortiça emborrachada, o EVA, o papelão Paraná, isopor ou mesmo diretamente sobre o tablado. Nós do Portal do Trem queremos que você conheça técnicas variadas para poder escolher qual é a mais apropriada para seu caso específico. Por isso, temos nossos próprios tutoriais e dicas e também oferecemos um índice de técnicas apresentadas em outros sites. Tudo isso são sugestões baseadas em experiências bem sucedidas de colegas. A melhor técnica é sempre aquela com a qual você mais se identifica.

Estamos sempre acrescentando novas dicas. Vale a pena visitar periodicamente esta página para ver o que há de novo.
O Portal do Trem traz este índice para ajudá-lo na prática do hobby, mas sem assumir qualquer responsabilidade pelos resultados obtidos. Cabe a você avaliar as técnicas e dicas de seu interesse para ver se têm o potencial de produzir o resultado desejado. Você também deve tomar todos os cuidados necessários para evitar acidentes e/ou perda de material. Na dúvida, consulte quem tem mais experiência. A secção "Bar da Estação" dá inúmeras ideias sobre onde você pode encontrar outros modelistas.
''Plac-plac''    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Para reproduzir aquele estalo característico (o som ''plac-plac'') dos trens de verdade quando as rodas passam pelas junções dos trilhos, nunca seccione o trilho totalmente. Faça no boleto (a parte de cima do trilho) apenas um pequeno corte de 0,5 mm de profundidade e 0,5 mm de largura. Mas tome o cuidado de não fazer muitos cortes, caso contrário o som vai ficar irreal. É que, quando você está ao lado de uma linha de verdade, você ouve claramente o estalo mais próximo. Os estalos mais distantes ficam menos perceptíveis. Mas em maquetes, especialmente as pequenas, é diferente. Todos os estalos chegam com igual intensidade.

Então, comece escolhendo um ponto apropriado, de preferência perto do controlador, pois é dali que você vai ouvir o som. E faça o corte em apenas um dos trilhos. Experimente o resultado. Passe por ali trens com um número variado de carros ou vagões e em diferentes velocidades. Depois acrescente um novo corte em outro ponto não muito perto do primeiro. Experimente novamente, fazendo o trem passar agora pelos dois cortes. E vá acrescentando novos cortes até ficar do jeito como você gostar.

Lembre-se que no passado as junções dos trilhos ficavam a cada 12 metros, que era o comprimento usual. Isso criava um maior número de ''plac-placs'' quando o trem passava. Hoje os segmentos de trilhos são soldados, o que os deixa bem mais compridos. Ou seja, há um menor número de estalos nas ferrovias modernas. Se sua maquete reproduz uma ferrovia antiga, com locomotivas a vapor ou as primeiras diesel-elétricas, faça mais cortes e tenha mais estalos. Se a ferrovia for moderna, com enormes diesel-elétricas, faça o contrário.

Alfinetes (em vez de pregos) para assentamento de trilhos    (Enviada por José Luis Fernandes Pinto, Avaré, SP)

Para o assentamento de grades de trilhos nas escalas HOn3 e N, uso alfinete nº 24. Como são longos, eu os corto para ficarem com mais ou menos 1 cm de comprimento.

Esses alfinetes podem ser encontrados em lojas de armarinho, artesanato, etc.

Alimentação dos trilhos    (Enviada por JF, Marília, SP)

Não é incomum ocorrerem problemas de alimentação de energia em uma maquete. Uma boa solução para isso é a utilização de linhas mestras que nada mais são que fios mais grossos estendidos sob o tablado, acompanhando o traçado dos trilhos. No caso de uma maquete em formato oval, essa linha mestra formaria um grande anel.

Um fio rígido de 2,5 mm de diâmetro é suficiente para a maioria das maquetes. Utilize uma cor para cada polo (preto e vermelho, normalmente) e, se a sua maquete tiver mais de uma linha de trilhos, use uma linha mestra para cada uma delas. Faça o mesmo se tiver mais de um controlador.

O fio mais grosso diminui consideravelmente a perda de energia e ainda apresenta a vantagem de se poder alimentar um trecho problemático apenas fazendo-se um pequeno furo ao lado da via e soldando um fio no trilho e ligando aquele fio à linha mestra. Esse fio pode ser mais fino e pode ser facilmente escondido pela vegetação ou pelo lastro. Há ainda o benefício de reduzir consideravelmente o emaranhado de fios que se forma sob o tablado quando a maquete utiliza controladores analógicos (DC). Isso vai facilitar ainda mais a alimentação de trechos interrompidos (pátios e desvios).

O mesmo sistema pode ser usado para o fio comum dos AMVs (amarelo, normalmente).

Aplicador de cola para lastro    (Enviada por Marc Albert, Recife, PE)

Para espalhar com facilidade a cola diluída para fixar o lastro, uso frasco de remédio nasal, retirando o tubinho da nebulização. Isso permite o controle perfeito da quantidade de cola.

Imagem: Aplicador de cola para lastro

Creio que todo mundo tem um amigo ou parente viciado, que poderá fornecer de graça o frasco!

Atenção para o vão livre!    (Enviada por Adrian Carlos Pardo, Martinez, Buenos Aires, Argentina)

Se sua maquete está ambientada nas últimas décadas, na hora do planejamento e da execução deixe vão livre suficiente para a passagem de vagões, carros e até mesmo locomotivas mais altos. Lembre-se de que devido ao desenvolvimento tecnológico a altura do material rodante aumentou: vagões passaram a transportar um contêiner em cima do outro, carros de passageiros passaram a ter dois andares e as locomotivas ''cresceram''.

Imagem: Atenção para o vão livre!

Esse cuidado se aplica a túneis, viadutos, sinaleiras, etc.

(Foto da maquete de Sergio Milko.)

Bobinas ocultas    (Enviada por JF, Marília, SP)

Considere instalar as bobinas dos desvios sob o tablado, é mais trabalhoso, mas o efeito visual é incomparavelmente melhor. Há bobinas próprias para isso, mas também é possível adaptar as comuns sem muita dificuldade.

Com preguinhos ou sem preguinhos?    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

Quando você vai assentar os trilhos não há como dispensar os preguinhos. Retas, curvas, superelevações, não importa o tipo do traçado, simples ou mais complexo, os preguinhos vão permitir a fixação definitiva dos dormentes ao tablado.

Mas, para o resultado final, a cabeça dos pregos aparecendo sobre os dormentes não propicia uma visão muito agradável do conjunto e destoa completamente da realidade.

Como fazer, então? Nas minhas maquetes os preguinhos só servem para a fixação inicial, para facilitar o assentamento. Depois que tudo está colado eu simplesmente retiro os preguinhos, mas para isso há que se tomar alguns cuidados.

Primeiro: assento a cortiça no trajeto pré-definido utilizando uma grampeadeira. Este cuidado, se houver erros de assentamento ou se eu tiver que mudar o traçado, me permite retirar os grampos sem perder a cortiça, que normalmente não é um produto barato.

Imagem: Com preguinhos ou sem preguinhos?

Depois, utilizando um martelo adequado (veja foto), assento os trilhos, fixando-os com os preguinhos, sem contudo pregá-los completamente. A finalização é feita com um ponteiro para não danificar os trilhos.

Imagem: Com preguinhos ou sem preguinhos?

Depois de colocar o lastro, aplico uma demão de cola PVA diluída em água (duas partes de cola para uma de água). Não esquecer que, antes de aplicar a cola deve-se molhar bem o lastro com uma solução de água com algumas gotas de detergente. O detergente vai quebrar as moléculas da água, permitindo uma melhor capilaridade, isto é, penetração da cola entre as pedrinhas do lastro. A diluição da cola vai depender da sua consistência e qualidade. Experimentar, nesse caso, é fundamental.

Deixo secar a primeira demão por uns dois dias. Depois repito essa operação mais duas vezes, sempre molhando o lastro para uma melhor infiltração da cola. Após 15 dias ou mais da última aplicação da cola, retiro os preguinhos, e isso não tem causado nenhum danos aos trilhos, com uma evidente melhoria do visual.

Como alimentar corretamente os trilhos (DC e DCC)    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

A dica parece óbvia, mas o desconhecimento dela me custou a queima de um transformador...

Às vezes o traçado é simples, apenas um oval, e uma única alimentação já resolve o problema. Mas, e se é mais complexo, com ''oitos'' ou com linhas que se cruzam? É muito fácil fazer confusão e ligar os fios invertidos.

Para resolver o problema, basta pegar um vagão e fixar em suas laterais as duas cores correspondentes à alimentação, que de um modo geral são fios vermelho e preto (no meu caso verde e vermelho porque é a alimentação do sinal digital do DCC).

Imagem: Como alimentar corretamente os trilhos (DC e DCC)

Faça os furos nos locais apropriados e vá circulando o vagão pela maquete, parando no local onde o trilho deve ser alimentado.

Os fios coloridos fixados ao vagão vão indicar o posicionamento correto, para evitar curto circuito e queima de transformadores.

Como detectar irregularidades nos trilhos    (Enviada por JF, Marília, SP)

Para detectar possíveis irregularidades nos trilhos, você pode deslizar um truque avulso sobre eles, empurrando levemente com os dedos. O comportamento do truque pode revelar trilhos desalinhados ou desnivelados. Rodas no padrão NMRA RP-25 demandam trilhos assentados mais perfeitamente. Prefira-os para fazer este teste.

Os truques Frateschi não vêm de fábrica com rodeiros RP-25, mas a Frateschi os produz (código 20062) para atender ao mercado externo e também a modelistas mais exigentes. Neste caso apanhe um truque Frateschi e troque os rodeiros originais pelos RP-25. Outra possibilidade é usar um truque importado dos Estados Unidos. (Truques europeus não seguem a norma RP-25.) Em geral truques importados são vendidos aos pares. No Brasil algumas lojas vendem rodeiros Frateschi RP-25 e/ou truques importados.

Como disfarçar os preguinhos em grades    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Há duas maneiras de resolver o problema daqueles pontinhos estranhos que aparecem em intervalos regulares nos dormentes da maquete: os preguinhos de fixação das grades.

A primeira é radical: remover os pregos! Isso mesmo! Se o empedramento foi feito de modo correto, então as grades estão bem firmes. Você pode remover os pregos. O Balan escreveu uma dica a respeito. (Veja ''Com preguinhos ou sem preguinhos?'')

A segunda é para os cardíacos, cujo coração não vai aguentar se tiverem de arrancar os preguinhos. Se você não tem coragem de tirar os preguinhos, pelo menos pinte-os na cor do dormente. Assim eles vão ficar disfarçados.

Um meio termo é remover os pregos nas retas, mas mantê-los nas curvas. Neste caso, não se esqueça de pintá-los.

Como empedrar via    (Enviada por Sebastian Ricardo Burone, São Paulo, SP)

O Burone descomplica aquilo que muitos modelistas acham difícil: pôr lastro na via.



Como escolher estireno na espessura certa    (Enviada por Marcio Hipolito, Santo André, SP)

Tanto na construção a partir do zero quanto na adaptação de um kit ou modelo já pronto, a definição da espessura do estireno vai depender sempre do que se deseja fazer. Por exemplo, para a construção do modelo em si, recomendo o de 1mm, pois apresenta firmeza, tem um pouco de flexibilidade para se fazer uma curvatura e é fácil de cortar, riscando com uma lâmina e depois forçando sobre este risco com as mãos. Já para infraestrutura, como chassis, o de 2mm é mais indicado. E para detalhes, os mais finos são excelentes.

Como evitar mau contato nos trilhos    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

A frustração de ver o trem parar de repente em algum ponto da maquete pode ser evitada. Na maioria das vezes isso é resultado de mau contato entre as rodas coletoras de energia e os trilhos. Ou as rodas estão sujas, ou são os trilhos que estão sujos e/ou oxidados, ou então as duas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. No caso de trilhos sujos, o problema é mais comum entre os trilhos de latão. Os de níquel-prata costumam dar menos problema de contato. Mas existem inúmeras maneiras de resolver isso:

a) Lixar os trilhos. Mas essa é uma péssima ideia. NUNCA, mas NUNCA mesmo, faça isso. É que a lixa deixa um pó metálico finíssimo, muitas vezes imperceptível a olho nu, que pode penetrar nas engrenagens e motor da locomotiva e causar um grande estrago.

b) Usar produtos químicos para limpeza de metais. É o caso do Brasso e também do Silvo, que limpam bem os trilhos de latão, mas podem deixar manchas feias no lastro. E uma parte do produto sempre fica no trilho, atrai poeira e leva você de volta à estaca zero. Alguns modelistas utilizam fluído de transmissão, mas nunca experimentei e não sei até que ponto é seguro e eficaz.

c) Usar produtos químicos específicos para uso em ferromodelismo, mas não encontrados no Brasil.

d) Usar borracha dura e em seguida passar papel-toalha umedecido com WD-40. Isso vai deixar uma película muito fina do produto, o que vai evitar a oxidação. (O WD-40 é encontrável em inúmeros lugares, tais como lojas de ferramentas, no Mercado Livre e até em hipermercados e grandes supermercados.)

e) Rodar os trens regularmente. Essa é a maneira mais prazerosa e fácil de evitar a oxidação. Quando você roda os trens regularmente, isso impede que a poeira que caiu ali venha a ficar grudada.

Como evitar paredes meio transparentes    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Prédios iluminados por dentro sempre dão um toque especial na maquete. Mas, se o plástico de paredes e telhados não for totalmente opaco, vai haver vazamento de luz. Vai ficar a impressão de que as paredes e o telhado são meio transparentes. Isso fica visível especialmente quando a maquete está totalmente às escuras, com exceção de suas próprias luzes.

Há um jeito fácil de resolver o problema. Pinte de preto os lados internos das paredes e telhado. Mas ficaria estranho ver paredes pretas através de portas e janelas abertas. Então, em seguida pinte de uma cor clara aquelas paredes que ficarão visíveis do lado de fora.

Como fazer sua própria brita    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Para empedrar (lastrear) a via permanente, você pode comprar as pedrinhas em lojas de ferromodelismo ou então fabricá-las você mesmo, pois fazer a brita é bem fácil.

Você vai precisar apenas de pó de pedra (pedra moída) como matéria-prima e de duas peneiras como ferramenta. Você pode conseguir o pó de pedra em pedreiras ou em obras da prefeitura ou particulares. As peneiras podem ser adquiridas nas "lojas de 1 real". Uma das peneiras deve ter malha com o tamanho máximo da pedra que você quer usar; a outra deve ter malha com o tamanho mínimo. O tamanho das malhas vai depender da escala que você modela (HO, N, etc.).

O processo em si é simples e rápido. Primeiro, para não levantar muita poeira no segundo passo, lave o pó de pedra num balde e deixe secar. Em seguida, passe a pedra pela peneira de malha maior. Jogue fora as pedras que ficarem na peneira, pois são grandes demais para servir de brita. Então, passe o que sobrar pela peneira de malha menor. Sua brita é o que ficar na peneira. Jogue fora as pedras que passarem pela peneira, pois são pequenas demais para brita.

Agora é só lastrear sua maquete.

Como melhorar a aplicação de lastro e acelerar a secagem    (Enviada por Camila Garcia, Rio de Janeiro, RJ)

Para melhor colagem do lastro na via permanente podemos lançar mão do álcool isopropílico. O álcool permitirá uma melhor penetração da cola e rapidez na secagem. Após gotejar a cola diluída em água sobre o lastro, venha a seguir com um conta-gotas aplicando o álcool isopropílico. Você verá a cola penetrando rapidamente no lastro e permitindo uma secagem na metade do tempo!

Como remover pintura    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Às vezes é difícil remover tinta de uma carcaça de plástico (seja de locomotiva, carro ou vagão). A causa da dificuldade é que os fabricantes empregam as mais variadas tintas e os plásticos das carcaças são os mais diversos. Para complicar, às vezes um fabricante muda a tinta ou o plástico de seus produtos.

Devido a essa diferença tanto de tintas quanto de plásticos, é preciso encontrar o removedor certo, pois alguns atacam alguns plásticos mas não outros e removem certas tintas mas não outras. A pergunta de sempre é: qual o removedor (solvente) que vai me ajudar a remover a tinta mas sem atacar(derreter) o plástico da carcaça?

Modelistas têm usado diversos removedores com maior ou menor sucesso:

* soda cáustica (solvente forte, não ataca plástico)

* fluído de freio (raramente ataca o plástico)

* acetato de etila (solvente forte, pode atacar o plástico)

* acetona industrial (solvente forte, pode atacar o plástico)

* acetona comum (solvente forte, pode atacar o plástico)

* álcool isopropílico (solvente fraco, raramente funciona)

* tíner (ou thinner; solvente forte, geralmente ataca o plástico)

* querosene (raramente ataca o plástico)

* óleo diesel (raramente ataca o plástico)

* águarrás (raramente ataca o plástico)

* removedores de tinta (solventes fortes, podem atacar o plástico)

Uma observação: "Thinner" significa ''diluente'' ou ''solvente''. É um termo genérico. Há diferentes composições de tíneres, mas todos são bem fortes e geralmente atacam o plástico.

Regras essenciais:

1) Tenha paciência. Às vezes a carcaça precisa ficar vários dias mergulhada no removedor, até a pintura sair.

2) Utilize uma escova de dente usada e esfregue com cuidado, para ajudar na remoção.

3) Tenha muito cuidado na hora de fazer o trabalho. Alguns removedores exigem cuidado redobrado. É o que acontece com a soda cáustica, que é altamente irritante para a pele e as vias respiratórias, o que requer que você sempre use luvas e faça o serviço em local arejado. E vários removedores exalam vapores cancerígenos. Neste caso, você deve trabalhar em local bem ventilado.

No caso de soda cáustica, é preciso cuidado redobrado. É que, quando misturada com a água, ela libera vapores altamente tóxicos. Evite a inalação, faça o serviço em local ventilado, use máscara, procure prender a respiração nos primeiros momentos e não utilize recipientes metálicos, mas use vidro ou louça, pois a soda os corrói com uma velocidade impressionante. É sempre bom saber o número do CEATOX (Centro de Assistência Toxicológica do Estado de São Paulo): 0800-0148-110. Tenha sempre a embalagem do produto nas mãos ao ligar.

4) Mantenha esses solventes sempre longe do alcance de crianças.

5) Sempre teste o solvente na parte interna da carcaça para ter certeza de que não ataca o plástico. Se você perceber que aquele removedor está atacando o plástico, lave imediatamente a carcaça. Mas, mesmo que não veja sinais imediatos de corrosão do plástico, espere até o dia seguinte para ter certeza de que não vai danificar mesmo sua carcaça. É que alguns removedores atacam de leve o plástico, mas ainda assim atacam. Lembre-se de que o fato de que um removedor funcionou numa carcaça não significa que vai funcionar em outra. Por isso, sempre teste. De que adianta você conseguir remover a tinta, se o plástico foi junto?

6) Tentou remover com aqueles produtos que você tem em casa e assim mesmo não funcionou? Ao invés de experimentar cada um dos outros removedores da lista acima, você pode perguntar a outros modelistas. As listas, fóruns e redes sociais dedicadas a ferromodelismo são ótimos lugares para fazer essas consultas. É provável que algum modelista já tenha removido tinta daquela carcaça. Diga, então, qual é o fabricante da sua carcaça e, às vezes, também a época de fabricação, pois, como dito acima, os fabricantes mudam as tintas e os plásticos de

Como retirar excesso de tinta    (Enviada por Hank Kraichely, Ballwin, Estados Unidos)

Já reparou que colas para estireno feitas à base de solvente tiram a tinta? Por que não transformar essa fonte de problema num método fácil para sua remoção?

A boa técnica recomenda que, quando montamos um kit, cada peça seja pintada antes da montagem. Os resultados são bem compensadores, mas o excesso de tinta pode ser uma grande dor de cabeça quando for unir as peças de estireno usando esse tipo de cola. Se na hora de pintar a tinta entra nos encaixes, ela vai impedir uma boa união das peças e pode ser muito difícil removê-la.

Utilizando um pequeno pincel, simplesmente passe cola em cima da tinta que está cobrindo o ponto de encaixe. Depois de 20 a 30 segundos, reaplique a cola e, com a ajuda de um estilete X-Acto com lâmina tipo formão (ou um cinzel ou escavador para dentista com uma ponta apropriada), ''escave'' cuidadosamente a tinta amolecida, removendo-a daquele ponto.

(Adaptado de uma dica postada no site da NMRA.)

Como usar uma fonte de computador para iluminar a maquete    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

A iluminação de uma maquete é indispensável, e existem diversas formas de fazer isso. A que sugerimos é utilizar uma fonte de computador.

Na iluminação de uma maquete, de um modo geral, recomenda-se utilizar lâmpadas de baixa voltagem (6, 12 ou 16 V), e jamais fazer a iluminação com a voltagem em 127 ou 220 volts, pelo evidente risco que se corre num eventual curto circuito.

Mandar enrolar uma fonte específica para essas voltagens e que disponibilize uma amperagem bem alta fica muito caro, mas as fontes de computador se revelam extremamente baratas e adequadas para a nossa finalidade. Desde, é claro, que você respeite a quantidade de lâmpadas que podem ser ligadas a ela (veja comentário abaixo). Essas fontes de computador podem ser obtidas nas oficinas de assistência técnica. Se forem usadas custam entre 10 e 15 reais.

A fonte que nos interessa é a fonte ATX. Na realidade essa nomenclatura é relativa à placa mãe, desenvolvida pela Intel® a partir de 1995, mas como para essa nova placa havia a necessidade de uma fonte mais "poderosa" para suportar os novos processadores, essa nova fonte acabou ficando conhecida com a mesma sigla que pertence à placa.

Imagem: Como usar uma fonte de computador para iluminar a maquete?

Imagem: Como usar uma fonte de computador para iluminar a maquete?

Para simplificar, quanto às conexões elétricas, seletor de voltagem e chave liga/desliga, vou dizer que existem dois tipos, cujas fotos estão logo acima.

Como se pode notar na primeira foto, essa fonte tem uma chave muito adequada para você ligar/desligar a iluminação da maquete. Embora a outra fonte (foto 2) não tenha a chave liga-desliga, ela também funciona vinculada à placa mãe, isto é, ambas são desligadas pelo sistema operacional (Windows ou Linux).

Lembramos, também, que essas fontes nos oferecem corrente contínua, muito adequada às diversas aplicações que pretendemos.

Imagem: Como usar uma fonte de computador para iluminar a maquete?

Imagem: Como usar uma fonte de computador para iluminar a maquete?

As fontes são fornecidas com as mais diversas potências e amperagens, mas não se deve confiar absolutamente nas informações dessas plaquinhas, porque particularmente as mais baratas costumam queimar com muita facilidade. Veja nas fotos acima duas etiquetas com as especificações técnicas.

Quando você for calcular se a fonte vai aguentar ou não a amperagem relativa ao total de lâmpadas e equipamentos, leve em consideração apenas o número que aparece no círculo vermelho da foto acima, a amperagem da entrada. Nos diversos testes que fiz ele foi o melhor indicador para estabelecer um limite de carga seguro.

Confecção de placas de trânsito I    (Enviada por Luiz Mendonça, Descoberto, MG)

Pode ser que já tenham feito, mas eu só descobri agora. Devido aos preços bem salgados para sinais de trânsito, fiz o seguinte.

1) Acessei o site aimore.net/placas/placas_regulamentacao_aimore.html. Lá tem TODOS os tipos de placas de sinalização.

2) Baixei a imagem da placa.

3) Reduzi ao tamanho ideal.

4) Imprimi em papel fotográfico de alto brilho:

Imagem: Placa de sinalização I

5) Colei numa placa de poliestireno:

Imagem: Placa de sinalização I

6) Apliquei verniz incolor.

7) Recortei:

Imagem: Placa de sinalização I

8) Finalmente coloquei nos postes. (Estes foram feitos com cabo telefônico. Também já fiz com palito de fósforo aparado e pintado de amarelo.)

Imagem: Placa de sinalização I

As placas ficaram por menos de R$ 2,00.

(Dica enviada por Luiz Mendonça, Descoberto, MG)

Confecção de placas de trânsito II    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

Imagem: Confecção de placas de trânsito II

Na ''Cidade Ferroviária'' eu mesmo fiz as placas de sinalização de trânsito. Utilizei a seguinte técnica. Comecei reduzindo a imagem das placas redondas para ficarem com 6 mm de diâmetro. É que as placas reais redondas têm 50 cm de diâmetro, o que dá em torno de 6 mm na escala HO. Então imprimi a imagem em papel de etiqueta. Em seguida colei as etiquetas impressas sobre estireno e recortei com um vazador de couro de 6 mm de diâmetro.

Como poste usei aqueles alfinetes que têm bolinha colorida na ponta e vêm em embalagens redondas. (Podem ser adquiridos em papelarias e lojas de armarinhos.) Pintei o verso das placas e os alfinetes com primer automotivo cinza claro. E apliquei vernix fosco Corfix 70010.

A impressão pode ser feita com impressora a jato de tinta, mas essa impressão tende a desbotar com o tempo e não oferece grande nitidez. O ideal é usar uma impressora a laser, o que melhora substancialmente o visual das placas.

Descarrilhamentos nos pontos mais distantes    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Um ponto importante na hora de planejar o traçado de sua maquete é a distância máxima entre os trilhos e a beira da própria maquete. Um descarrilhamento ou parada por problema elétrico nesse ponto mais distante vai exigir que o modelista estique a mão até ali. Por isso, para evitar aborrecimento na hora da operação, é importante considerar esse assunto quando ainda está desenvolvendo o traçado. Nem sempre a distância máxima de 70cm a 80cm, que é sugerida por muitos é satisfatória. A melhor maneira de calcular a distância máxima ideal é levar em conta três fatores: a altura da maquete, a altura da pessoa e os detalhes (tais como prédios, morros, vegetação alta, etc.) que irão existir entre a beira da maquete e o trilho mais distante. O ideal é a pessoa conseguir apanhar o material rodante sem curvar demais sobre a maquete, evitando correr o risco de danificar detalhes mais frágeis do acabamento da maquete. Alguém mais alto, com braços mais compridos, pode aumentar esse comprimento, mas, se está pensando em convidar amigos para rodarem trens na maquete, tem de lembrar que nem todos vão ser tão altos como ele.

Quando é impossível os trilhos estarem dentro da distância máxima ideal, existem duas possíveis soluções: usar uma banqueta para alcançá-los (mas correndo o risco de se desequilibrar e apoiar em algum ponto com o risco de provocar dano) ou fazer um poço de acesso (''access hatch'' em inglês). Na hora do acabamento esse poço pode ficar aberto ou ser tampado. A escolha é do modelista, que deve levar em conta o aspecto estético: o poço é visível para quem está do lado de fora? À exceção dos trilhos, é possível colocar qualquer coisa em cima da tampa (montanhas, construções, etc.), de modo a esconder o poço. Este não precisa ser largo, mas deve permitir que suba por ele com relativo conforto.

Imagem: Descarrilhamentos nos pontos mais distantes

Imagem: Descarrilhamentos nos pontos mais distantes

(A primeira foto foi encontrada em http://www.newrailwaymodellers.co.uk/Forums/viewtopic.php?f=22&p=234353 e mostra o poço ainda durante a construção da maquete. Na segunda vemos o modelista Alexander Zelkin num poço de acesso em sua maquete. Foto extraída da página testard.frederic.pagesperso- orange.fr/modelismeFerroviaire/zelkin/index.htm. Aliás, essa página merece ser visitada. A maquete é belíssima.)

Estilete com lâmina de bisturi    (Enviada por Fernando da Silva Rodrigues)

O processo que uso para cortar estireno e até pedaços de acrílico é com lâminas de bisturi. Porém não as uso no cabo de bisturi porque elas quebram muito fácil. Então as uso em um estilete de rosquear, que é encontrado facilmente em lojas de hobby e artesanatos. A X-acto e a Hobbyco (importados) e a Mundial (nacional) fabricam esses estiletes. Todos vêm acompanhados de lâminas, porém nenhuma é tão afiada como as de bisturi.

Como as lâminas de bisturi não se encaixam nesse tipo de estilete, é preciso quebrar um pedaço da lâmina, o que faço com o uso de dois alicates. A lâmina de bisturi adaptada no estilete proporciona mais segurança e precisão nos cortes.

Imagem: Estilete com lâmina de bisturi

Imagem: Estilete com lâmina de bisturi

Imagem: Estilete com lâmina de bisturi

Imagem: Estilete com lâmina de bisturi

Na sequência as fotos acima mostram: 1) um estilete de rosquear, uma lâmina de bisturi já fora da embalagem e uma embalagem lacrada; 2) dois alicates de bico partindo a lâmina; 3) a lâmina partida em duas partes; 4) o estilete de rosquear com a lâmina de bisturi já encaixada e o pedaço de lâmina a ser descartado.

Existem vários formatos de lâminas disponíveis no mercado. Eu prefiro a lâmina número 11, de corte reto, em formato de cunha, conforme a ilustração acima.

É muito perigoso trabalhar com estas lâminas, por isso cuidado. Utilize óculos de proteção e tenha firmeza ao fazer os cortes, pois essas lâminas são extremamente afiadas.

Estireno (inclusive gratuito!) para modelagem    (Enviada por Marcio Hipolito, Santo André, SP)

Estireno (ou poliestireno; poliestireno de alto impacto) pode ser adquirido em lojas especializadas. A dificuldade é encontrar tais lojas, presentes somente nas grandes cidades e mesmo assim em pequeno número. Nessas lojas às vezes é possível comprar retalhos, geralmente vendidos a quilo, mas algumas só vendem placas inteiras, no tamanho de 2m x 1m. Tem-se com isso a dificuldade de transporte e do que fazer com todo esse estireno. Por exemplo, comprei uma placa dessas há mais de 25 anos e ainda tenho retalhos. Outra possibilidade é comprar em parceria, juntando vários colegas e dividindo a placa ou placas, pois existem de várias espessuras, desde 0,25mm (muito difícil de achar) até com 0,5mm, 1mm e 2mm.

Na impossibilidade ou na dificuldade de comprar esse material, uma das opções que uso com frequência são sobras, retalhos e descartes achados ''por aí''!!! Vamos a exemplos: cartazes de estireno são comuns no comércio como indicativos de propaganda, cartões de crédito e divulgações diversas. Outra fonte são aqueles pequenos cartazes usados junto a produtos em promoção em supermercados. O estireno está também presente em inúmeras embalagens dos mais diversos produtos, das mais variadas cores.

Uma fonte enorme que agora se aproxima são os cartazes da propaganda política, que neste ano serão usados nas eleições municipais. Esses cartazes têm os mais diversos tamanhos e espessuras. Existem os ''comitês políticos'' que distribuem esses ''santinhos'' e, passando sempre por lá, é possível ir pegando alguns. Os cartazes colocados em locais públicos, como postes, praças e muros, sempre acabam no chão e podem ser apanhados. A maior fonte desse estireno é o dia da eleição, quando em frente aos locais de votação centenas de cartazes estarão lá. Deve-se chegar antes das equipes de limpeza. Com isso também ajudamos na reciclagem do material. Em uma das vezes, vi um grupo de funcionários da prefeitura retirando cartazes que estavam em pontos mais altos de postes, ou seja, ''longe de nossas mãos''. Sem nenhuma dúvida, pedi a eles o material e consegui vários cartazes.

Imagem: Estireno (inclusive gratuito!) para modelagem

(Sacola com placas de estireno usadas em propaganda política e recolhidas nas ruas.)

O estireno protegido das intempéries, que não está exposto ao tempo, tem uma vida relativamente longa, podendo ser usado normalmente. Aquele que ficou exposto por pouco tempo também não apresenta problema, sendo que os maiores danos são os riscos que pode ter sofrido, mas nada que não possa ser resolvido com lixa e massa plástica. O que ficou exposto por muito tempo vai sofrer danos mais graves, como perda de cor, amarelecimento, rachadura, envergadura, torção e quebra. Nesse caso pode ser usado em serviços ''menos nobres'', como calços internos escondidos, retalhos para pequenos ajustes que sofrerão um acabamento posterior, locais escondidos ou de pouca visibilidade, como infraestrutura e chassis de carros e vagões. Pode ser reforçado, soldando/colando uma peça sobre outra. Independentemente do estado em que se encontra o estireno, ele sempre terá uma utilidade.

Para aceitar a solda química (xilol, toluol, acetato de etila, etc), o estireno encontrado impresso por aí deve ter a superfície pintada/colorida lixada até a retirada total da tinta e/ou do verniz protetor.

Existem alguns plásticos que parecem estireno, mas não são. O melhor meio para saber isso é tentar unir dois pedaços com solvente químico. Se não colarem, não é estireno. Outra dica é riscar o plástico suspeito com uma lâmina e tentar quebrar. Se isso acontecer com facilidade, há uma boa possibilidade de ser estireno.

Para guardar, corte em pedaços que caibam dentro de uma caixa, tipo caixa de camisa ou outra retangular, e os deixe retos. Se forem guardados curvados, os pedaços podem ficar deformados.

Fazendo rebites 1    (Enviada por Wado Motta, Taboão da Serra, SP)

Depois de usada, não jogue no lixo aquela lâmina (''Starret'', ''Bosch'' ou qualquer outra marca) de serra tico-tico. Use-a para marcar material fino e maleável como papel, papelão, estireno, alumínio, etc.

Apoie e segure um pedaço de serrinha com os dentes sobre o material a ser marcado e bata com um martelo pequeno sobre o lado liso.

Verifique o resultado, se precisar, aumente ou diminua a força da batida do martelo.

Fazendo rebites 2    (Enviada por Eric Mantuan, Sorocaba, SP)

Uma maneira de imitar rebites nos modelos que você constrói é utilizar a ponta metálica de um compasso. Para fazer os rebites, basta pressionar a ponta do compasso contra a face oposta da folha que você estiver modelando (plástico, cartão, acetato, etc.).

Três cuidados importantes: 1) coloque a folha sobre um material grosso e macio (por exemplo, um bloco de anotações ou uma superfície emborrachada); 2) risque antes com um lápis para que eles saiam alinhados; 3) atente para a pressão exercida para que a ponta não vaze a folha.

Uma sugestão: pratique antes em material semelhante até ter certeza de que está dominando a técnica.

Fixando construções    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

Quando você vai fixar alguma construção sobre a maquete, deve levar em consideração que ela poderá necessitar de reparos, uma nova pintura, uma modificação no modelo ou a troca de uma lâmpada que queimou. Se colar, certamente algo vai estragar na hora em que a construção tiver que ser removida.

Nas duas fotos que seguem mostro uma maneira bem fácil de fazer isso. Utilizo um pequeno pedaço de madeira, fixado à base da construção. (Normalmente uso balsa.) No meio do pedaço de madeira coloco um parafuso, que servirá para atravessar o tablado e no qual serão fixados arruela e porca.

Imagem: Fixando construções

Depois de fixar o pedaço de madeira e o parafuso na construção, fica muito difícil marcar no tablado de forma correta o local do furo para passar o parafuso. Então, o pulo do gato é fazer um molde da construção a ser fixada. Faça um furo num papelão, encoste o papelão na base da construção, risque e depois corte com uma tesoura.

Imagem: Fixando construções

O molde vai servir para marcar de forma correta onde deverá ser feito o furo.

Flores no meio do mato    (Enviada por Wado Motta, Taboão da Serra, SP)

Tenho o costume de misturar dois ou mais tons de verde e de granulação da serragem que uso como ''mato'' na maquete. Além disso, coloco um pouco de pedrinhas coloridas, dessas de aquário, do menor tamanho menor possível (vermelhas, amarelas, azuis, brancas) para imitar flores campestres no meio do mato.

Não exagere, faça um teste antes e analise se ficou do seu agrado e aí sim efetive a ação na sua maquete.

Identificação de material rodante 1    (Enviada por Luciano Pavloski, Curitiba, PR)

A falta de espaço exige às vezes que o material rodante seja guardado em suas próprias caixas. Mas isso cria o problema de como localizar cada locomotiva, carro ou vagão com facilidade. Uma maneira de conseguir isso é colocar etiquetas nas caixas originais. Foi a solução que adotei.

Imagem: Identificação de material rodante

A imagem acima mostra meu material rodante no armário dentro de caixas devidamente identificadas.

Imagem: Identificação de material rodante

Acima algumas etiquetas que fiz. Foram preparadas no CorelDraw, mas podem ser feitas com outros programas. (O arquivo, que pode ser aberto a partir da versão 12 do CorelDraw, está disponível aqui.)

Identificação de material rodante 2    (Enviada por José Anderson Caveari Pimenta, Miracema, RJ)

Existem várias maneiras para facilitar a localização do material rodante em sua caixa original. Se para você não é importante saber o número específico da locomotiva, carro ou vagão, então dá para imprimir uma pequena foto do modelo e colá-la na caixa.


Os interruptores de acionamento das bobinas dos AMVs (desvios) fabricados pela Frateschi geralmente são grandes e tornam difícil a ocultação dos fios. Devido a características do projeto, às vezes alguns interruptores têm problema de contato, impedindo o correto funcionamento dos AMVs.

A dica é que esses interruptores podem ser substituídos por chaves do tipo ''campainha'' (pushbutton). Neste caso são necessários dois interruptores para cada AMV: um para cada direção.

Também podem ser substituídos pelas do tipo ''alavanca'', desde que sejam do modelo ''NA'' (normalmente abertas, isto é, desligadas) com 1 polo e 3 posições. As chaves de alavanca normalmente abertas são aquelas que só fecham o contato quando você empurra a alavanca. Mas, quando você a solta, ela volta imediatamente para a posição normal, desligando o contato. A posição normal e sempre aberta é a do meio. Nas duas outras posições o contato é fechado. (Os interruptores de campainha oferecem um exemplo aproximado. O contato sempre fica aberto. Quando você aperta o interruptor, o contato é fechado, passando corrente. Quando você solta, o contato volta a ficar aberto.)

Imagem: Chaves para AMVs

Imagem: Chaves para AMVs

As imagens acima mostram desenho de um interruptor alavanca modelo ''NA'' e um painel de controle de maquete com esse tipo de interruptor.

Tanto a chave ''campainha'' quanto a ''alavanca'' são baratas e podem ser adquiridas em qualquer loja de eletrônica. A instalação (ou substituição) é simples, pois a fiação é exatamente a mesma. O acionamento é facilitado e ainda por cima se ganha em estética.

(O desenho ilustrativo foi tirado do site da Margirius [www.margirius.com.br], empresa nacional que fabrica os dois tipos de chave. A foto mostra o painel da maquete do JF, Marília, SP, que foi quem enviou a dica.)

Lastro sujo    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

A cor do lastro nunca é uniforme. O cinza das pedras depende das diferentes pedreiras de onde elas procedem. Por isso não é errado um trecho da maquete ter pedras de cor ligeiramente diferente de outro trecho. E mesmo pedras de uma mesma pedreira não vão ter exatamente a mesma cor. Por isso, ao tingir o lastro, é interessante fazer pedrinhas com alguns tons de cinza próximos. Nos pátios, nas estações e especialmente nas oficinas, a movimentação de locomotivas (especialmente no caso das vaporeiras) faz com que o lastro seja mais sujo. Nesse caso, é preciso tingir as pedras com tons bem mais escuros.

Limpeza das rodas da locomotiva    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

Imagem: Limpeza das rodas da locomotiva

Existem diversas formas para limpar as rodas de metal das locomotivas. De todas as que tentei, algumas se mostraram bem agressivas e, se repetidas, poderiam a longo prazo causar danos às rodas. O modo de limpeza que descrevo abaixo é o que deu melhores resultados, sem nenhum risco de danificar o equipamento.

Coloque uma folha de papel toala (reforçada) sobre os trilhos, devidamente umedecida com WD-40. Encaixe um dos rodeiros sobre ela e energize os trilhos. Se for DC, é só colocar energia máxima no controlador. Se for DCC, selecione a locomotiva no controle de mão e também dê velocidade máxima. O rodeiro que estiver fora do papel vai receber a energia e fazer girar todas as rodas. O que estiver sobre o papel receberá a limpeza. Para que a limpeza seja eficiente, durante a energização segure tanto o papel quanto a locomotiva porque a tendência é os rodeiros puxarem o papel.

Quando a limpeza de um rodeiro for satisfatória, inverta a posição da locomotiva e proceda à limpeza do outro. É bem fácil, e o resultado, com o WD-40, é excelente.

Manta magnética    (Enviada por Marcio Hipolito, Santo André, SP)

Imagem: Manta magnética

A manta magnética (que é usada inclusive em lembretes publicitários para serem colocados em porta de geladeira) pode ser bastante útil para o modelista, pois permite organizar ferramentas e materiais metálicos ferrosos. Há folhas assim com adesivo num dos lados.

Maquete desmontável    (Enviada por Luiz Augusto Pelisson, Curitiba, PR)

A inteligente solução encontrada pelo Luiz Augusto Pelisson:

''Os módulos têm 88 cm de comprimento (múltiplo de um trilho reto da Frateschi) por 45 cm de largura (largura das prateleiras onde é guardado). Os módulos têm desvios funcionais e iluminação. Note-se que no módulo que tem a fábrica, a caixa do protetor de desvio é a base dos tanques de óleo, pois não seria nada prático construir um diorama para ser apoiado sobre uma mesa com altura suficiente para esconder este circuito. Assim, colei uma porta e a caixa do protetor de desvios virou a casa das bombas, para bombear o óleo diesel de um vagão tanque para os tanques daquela metalúrgica.

Quando montada, a maquete fica com o tamanho de 1,85 x 1,00 metros. É possivel reduzir ainda mais o tamanho se as curvas tiverem o raio mínimo da Frateschi, 36 cm de raio (trilhos 4188), mas as locomotivas a vapor não fazem esta curva, por isso adotei os trilhos 4219 com 41,8 cm de raio.

Imagem: Maquete desmontável

Desmontada cabe no porta-malas de um carro médio (já testei).''

Maquete suspensa    (Enviada por João Felipe Rodrigues Lanza, São Paulo, SP)

[imagem* dica_rodrigues_maquetesuspensa1.jpg* Maquete suspensa]

[imagem* dica_rodrigues_maquetesuspensa2.jpg* Maquete suspensa]

A minha maquete é montada na garagem da minha casa em uma estrutura de cabos de aço para suspensão durante a semana, quando a vaga é usada. Uma boa solução para a falta de espaço da maioria dos ferreomodelistas.

Melhorando desempenho de AMVs (desvios) de fabricação Frateschi    (Enviada por Camila Garcia, Rio de Janeiro, RJ)

O objetivo desta dica não é desqualificar o produto nacional e sim adequá-lo a certas normas da NMRA e torná-lo também menos propenso ao descarrilhamento de locomotivas e vagões de flanges RP-25 e rodeiros menores.

Imagem: Melhorando desempenho de AMVs (desvios) de fabricação Frateschi

Na foto vemos as setas indicando os recuos para encaixe das agulhas. Esses recuos formam um dente que para as locomotivas americanas se tornam espécie de ressalto que resulta num choque para as rodas fazendo-as pularem e, consequentemente a locomotiva descarrilha. Você deve desbastar um pouco esses dentes diminuindo o atrito que eles provocam.

Imagem: Melhorando desempenho de AMVs (desvios) de fabricação Frateschi

Utilize um pequena lima e faça com ela um chanfrado de quase 45º, amainando suas arestas. É importante que os dentes sejam de certa forma eliminados impedindo que formem um ressalto na face interior dos trilhos! As locomotivas européias e brasileiras não se ressentem tanto da presença de tais dentes, mas o desempenho delas também irá melhora.

É muito importante que você suavize a borda interna superior do trilho, arredondado-a no local onde havia o dente – cerca de um a dois milímetros à frente do recuo que existia para a agulha. Esse desbaste é leve e vai suavizando ainda mais em direção ao início do AMV.

Microaspirador para recuperar peças pequenas    (Enviada por Marcio Hipolito, Santo André, SP)

Imagem: Microaspirador para recuperar peças pequenas

Para achar ou recuperar peças pequenas que caem em algum canto de difícil acesso, é possível adaptar um aspirador de pó normal, prendendo no bocal uma meia de nylon relativamente resistente ou outro tecido semelhante.

Paquímetro: como fazer uma boa aquisição    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Imagem: Paquímetro: como fazer uma boa aquisição

O paquímetro é ferramenta indispensável para quem faz scratchbuilding (modelagem a partir do zero) ou mesmo kitbashing (adaptação de kit). É instrumento de medida de precisão. Antigamente existiam apenas os analógicos. Eram caros e muitas vezes difíceis de ler. Hoje em dia o preço baixou. Os analógicos continuam existindo, mas agora há também os digitais.

ANALÓGICO OU DIGITAL? É irrelevante. Os dois cumprem a mesma função. No caso do analógico, a leitura não é automática e é preciso aprender a fazê-la. No começo pode ser difícil, mas com o tempo a leitura se torna natural. No paquímetro digital ela é mais rápida e mais fácil, o que torna seu uso mais confortável.

TAMANHO: Tanto o analógico quanto o digital são encontrados em diversas medidas, sendo as mais comuns 150mm e 300mm. Em ferromodelismo as medidas que exigem precisão são de peças pequenas, por isso, um paquímetro de 150mm costuma ser suficiente.

PRECISÃO: A precisão de ambos é equivalente, normalmente sendo de 1 milésimo de polegada (0,0254mm) para as medidas em polegada e 1 centésimo de milímetro (0,01mm) para medidas no sistema métrico.

CUIDADOS: A conservação é que determina a qualidade da medição. Como todo instrumento de precisão, deve ser tratado com cuidado. De preferência, mantenha-o guardado na caixa.

PREÇO: Os preços variam. Os mais caros são de marcas renomadas (tais como Mitutoyo, Somet e também Starrett). Hoje em dia existem vários com preço mais em conta mas igualmente bons. São, por exemplo, os de marcas mais populares (Digimess, etc.) e também os ''genéricos'' chineses.

EVITE: Não compre paquímetro de plástico (desses encontrados em lojas de 1,99, como o da marca Western), ''paquímetro cromado'' (do tipo fabricado pela Lee Tools) nem paquímetro de fibra de carbono. Nenhum oferece medida precisa. Na verdade, nem têm o direito de serem chamados de paquímetro. Os verdadeiros são de aço carbono ou aço inoxidável. Desconfie sempre quando o preço for muito baixo.

ONDE COMPRAR: São encontrados em boas lojas de ferragens e no Mercado Livre.

E, se você não sabe usar esse instrumento, há um site na internet que ensina: [site* http://paquimetro.reguaonline.com/* www.paquimetro.reguaonline.com].

Pasta de cola branca    (Enviada por Wado Motta, Taboão da Serra, SP)

Às vezes precisamos de uma cola mais pastosa, para segurar uma pecinha no lugar, sem escorregar.

É fácil de prepará-la. Coloque um pouco de cola branca em um vidro de boca larga (tipo vidro de geléia), deixe o vidro aberto até o dia seguinte. De manhã misture a cola. dissolvendo a ''casquinha'' que ficou. Repita a operação, deixando o vidro aberto de um dia para o outro e misturando no dia seguinte.

Após alguns dias, teremos uma cola mais grossa, já iniciado o seu processo de secagem. A cola branca seca por ''oxidação'', isto é, pelo contato com o oxigênio do ar; por isso, depois de a pasta estar no ponto que você deseja, use e feche bem o vidro.

Essa pasta, funciona por algumas semanas, mas vai secando a cada dia, mesmo estando com o vidro fechado, pois já houve contato com o ar.

Pintura de microdetalhes    (Enviada por Dave Ferrari, Estados Unidos)

Para pintar pequenos detalhes, ''afie'' a ponta de um palito de dentes. Para isso você pode usar lixa bem fina para madeira. Em seguida mergulhe a ponta na tinta e aplique com cuidado no modelo que está pintando. É possível utilizar essa técnica em qualquer detalhe minúsculo, como limpador de pára-brisa ou tampa de tanque de combustível.

(Adaptado de uma dica postada no site da Atlas.)

Pintura do interior de túneis    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Na vida real túneis ferroviários são escuros. Ao contrário de túneis rodoviários, que muitas vezes são iluminados internamente, só os faróis das locomotivas iluminam os túneis. Por isso, pinte de preto fosco as paredes do interior de seus túneis, o que impede que reflitam a luz. Isso tem a vantagem de ressaltar a locomotiva saindo do túnel com o farol aceso.

Com exceção do boleto (a parte de cima do trilho, por onde se dá o contato elétrico), todo o resto do trilho, bem como dormentes e lastro, deve ser pintados de preto fosco. Mas não mude a cor de repente. Deve-se ter o cuidado de fazer uma transição suave entre a cor normal da via permanente (até a boca do túnel) e o preto fosco (alguns poucos centímetros já dentro do túnel).

Pintura interna de túneis    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Na vida real túneis ferroviários são escuros. Ao contrário de túneis rodoviários, que muitas vezes são iluminados internamente, só os faróis das locomotivas iluminam os túneis. Por isso, pinte de preto fosco as paredes do interior de seus túneis, o que impede que reflitam a luz. Isso tem a vantagem de ressaltar a locomotiva saindo do túnel com o farol aceso.

Com exceção do boleto (a parte de cima do trilho, por onde se dá o contato elétrico), todo o resto do trilho, bem como dormentes e lastro, deve ser pintados de preto fosco. Mas não mude a cor de repente. Deve-se ter o cuidado de fazer uma transição suave entre a cor normal da via permanente (até a boca do túnel) e o preto fosco (alguns poucos centímetros já dentro do túnel).

Imagem: Pintura interna de túneis

Imagem: Pintura interna de túneis

(A primeira foto é do Ricardo Koracsony; a segunda é de autor desconhecido.)

Posicionamento de AMVs (desvios)    (Enviada por JF, Marília, SP)

Sempre que possível, evite instalar desvios imediatamente nas cabeceiras das curvas. Isso pode provocar descarrilamentos, principalmente se os raios da curva forem um pouco mais apertados.

Pregos para fixação dos trilhos    (Enviada por Camila Garcia, Rio de Janeiro, RJ)

Ao fixar os trilhos no tablado ou na mesa, não utilize os preguinhos de aço ou de material ferroso. Dê preferência àqueles de latão, desses que se encontram em casas especializadas em fechaduras, parafusos ou artesanato — em geral eles são utilizados para fixar pequenos fechos de latão — não oxidam, tendo assim maior durabilidade, e dão um melhor aspecto visual já que também suas ''cabeças'' são bem menores e arredondadas.

Preparando a madeira para o tablado    (Enviada por Marcelo Lordeiro, Rio de Janeiro, RJ)

Quando for construir seu tablado, siga esta sequência: 1) faça todos os furos; 2) lixe; 3) passe um anticupim; 4) envernize. O lixamento e o envernizamento são para não se espetar nas farpas. O anticupim é para evitar aborrecimentos mais tarde e deve ser aplicado depois da furação e do lixamento para não respirar o pó da madeira com veneno.

Protegendo a maquete contra traças e baratas    (Enviada por Marc Aubert, Recife, PE)

Coloque pastilhas de naftalina nos vãos da maquete para evita o aparecimento de traças e baratas, que adoram isopor e serragem. Como a naftalina evapora com o tempo, deve ser reposta periodicamente. E a maquete fica com cheiro de baú da vovó!

Protegendo AMVs na hora da pintura e lastreamento    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

Os AMV's são muito sensíveis às pedrinhas do lastro ou à infiltração de cola. Pedras presas aos AMV's causam constantes descarrilamentos. Tentar descolar a agulha de um AMV nem sempre é uma tarefa fácil, e não raramente resulta em prejuízos.

Algo que sempre faço para diminuir o problema é protegê-los com fita crepe, antes da pintura e antes da aplicação do lastro.

Imagem: Protegendo AMVs na hora da pintura e lastreamento

Imagem: Protegendo AMVs na hora da pintura e lastreamento

Imagem: Protegendo AMVs na hora da pintura e lastreamento

Este cuidado permite que você pinte o desvio e aplique o lastro com tranquilidade.

Depois que todos os trilhos estiverem lastreados, aí você trabalha com bastante atenção nos AMV's, fazendo a pintura final e aplicando o lastro com muito, mas muito cuidado mesmo!

Remoção de números e faixas de material rodante    (Enviada por JF, Marília, SP)

Para remoção de números e faixas de locomotiva, vagão ou carro, utilize aquele lápis-borracha para apagar tinta de máquina de escrever. Ele é uma lixa muito suave. Com MUUUUUUITA paciência, você remove os números e as faixas sem causar danos ao plástico.

Imagem:

No caso de pintura por tampografia, ela sai com relativa facilidade, mas o lápis consegue remover qualquer tinta, embora com mais trabalho. Neste caso, ao remover qualquer texto, numeração, tara, logomarca, etc., a tinta por baixo desbotará ligeiramente, sendo necessário um efeito de envelhecimento para disfarçar, caso o modelo não venha a receber nova pintura.

Removendo lastro    (Enviada por JF, Marília, SP)

Algumas vezes é necessário remover um trecho de trilhos já lastreado, para manutenção ou modificação. Quando o lastro é fixado com cola branca, uma maneira simples de fazer a remoção é com papel toalha molhado. Molhe o suficiente para que fique bem encharcado, mas evite que a água se espalhe sobre a maquete, pressione levemente o papel toalha sobre os trilhos e o lastro e deixe agir por algumas horas. Remova tudo com uma espátula ou faca larga (preferivelmente sem corte). Um pano seco acaba com toda a sujeira que restar.

Alguns colegas utilizam álcool ao invés de água. Há quem goste do resultado e quem não goste. Nesse caso, a limpeza final deve também ser com pano embebido em álcool.

Soldando trilhos    (Enviada por Balan, Curitiba, PR)

Nunca solde os dois trilhos flexíveis no lugar onde eles vão ficar, particularmente se eles serão assentados numa curva.

Coloque os dois trilhos alinhados, unidos pelas talas, e solde. Só depois que a solda estiver bem fria assente o trilho.

Para não ficar o "cotovelo" você pode moldar levemente com a ponta de um alicate. Mas isto tem que se feito com muito cuidado para não danificar os trilhos. Se estreitar ou alargar a bitola, este vai ser um lugar onde as locomotivas e os vagões vão descarrilar, sempre!

Observe a foto abaixo. Veja que o alinhamento foi conseguido com uma régua de metal.

Imagem: Soldando trilhos

Dá para soldar com ferro de soldar de 30 ou 40 watts, mas é importante que a ponta esteja estanhada.

Se você retirar dois dormentes vai evitar que o aquecimento os danifique. Você recoloca os dormentes no lugar depois que o trilho for assentado.

Com o ferro de soldar e a solda nas posiçãos em que aparecem na foto, quando a tala e o trilho aquecerem, cria-se um fluxo da ponta da solda para a ponta do ferro de soldar. Os trilhos ficam bem unidos e praticamente não aparece nenhum resíduo de solda.

Detalhe importante: sempre solde a tala do lado de fora do trilho.

Superdetalhamento    (Enviada por Camila Garcia, Rio de Janeiro, RJ)

Você não fica babando com aqueles modelos que vencem os concursos e mostras de ferreomodelismo? Não se pergunta onde diabos o modelista conseguiu tantos detalhes para o modelo ou diorama?

Pois saiba que o segredo de muitos experts e vencedores de concursos está numa pequena e obscura firma americana de ferreomodelismo: a Tichy Train Group (www.tichytraingroup.com)!!! Ela fabrica não só lindos kits de vagões antigos, como toda uma série de peças e detalhes para enriquecer modelos de vagões e construções! São janelas, portas, estruturas diversas, detalhamentos... Tudo em poliestireno. Vale uma conferida. E os preços? Muito acessíveis!!!

Traçado de maquetes: Túneis (1)    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

1) Na vida real a construção de túneis é extremamente cara. Por esse motivo só são construídos em último caso. Então, se optar por ter túneis em sua maquete, construa-os ''com moderação''.

2) A imensa maioria das maquetes tem pouco espaço, o que exige que tudo seja proporcionalmente mais curto do que na realidade. Diante disso o ideal é ter construções que criem a impressão de serem mais compridas. No caso dos túneis, uma maneira de criar essa impressão é fazer com que de um lado não seja possível enxergar o outro. Desde que não sejam curtos demais, em túneis em curva a própria curva resolve o problema. Já no caso de túneis em reta, também desde que não sejam muito curtos, é preciso apelar para um ''truque''. Ao invés de fazer uma simples reta, deve-se colocar um obstáculo no meio do caminho e fazer com que a linha contorne o obstáculo. Este deve ser construído de tal maneira a impedir a visão de um lado para outro.

3) Na vida real os túneis são em geral estreitos, pois construí-los fora do gabarito mínimo da ferrovia implica em custo adicional e desnecessário. Por isso não faça túneis mais largos do que o necessário. Na hora de construir túneis em curva, verifique que o material rodante mais comprido (em geral algumas locomotivas e carros de passageiros) passe com facilidade por eles, especialmente pelo lado interno da curva.

Traçado de maquetes: Túneis (2)    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Túneis para linhas duplas são naturalmente bem mais largos. Mas não é incomum ver túneis paralelos em linhas duplas. Dê preferência a eles. Há um motivo para isso. Em geral é conveniente criar a impressão de que o túnel é comprido. Um dos meios para conseguir isso é impedir que de um lado se veja o outro. Um túnel em curva para linha dupla precisa ser mais comprido para obter esse efeito, o que muitas vezes exige mais espaço na sua maquete.

Imagem: Traçado de maquetes: Túneis (2)

Imagem: Traçado de maquetes: Túneis (2)

(A primeira foto é do túnel de Botujuru, SP, na antiga Estrada de Ferro Santos a Jundiaí. A segunda, tirada pelo Jorge A. Ferreira Jr., é do túnel em Mendes, RJ, na antiga Estrada de Ferro Central do Brasil.)

Traçado de maquetes: Túneis (3)    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Lembre-se da Lei de Murphy: ''Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará''. Seus trens podem (e vão) descarrilhar dentro de túneis. Então previna-se. Em seu projeto planeje pontos de acesso fácil (por exemplo, uma parte da decoração logo acima dos túneis que possa ser facilmente removida e recolocada) para alcançar o trem descarrilhado um túnel.

Imagem: Traçado de maquetes: Túneis (3)

Imagem: Traçado de maquetes: Túneis (3)

(Imagens da maquete ''Cidade ferroviária'', construída pelo Balan, Curitiba, PR)

Traçado: Trem nas ruas ou nas calçadas    (Enviada por Marcio Redondo, Curitiba, PR)

Na imensa maioria das vezes os trens andam em espaços próprios. Mas no passado algumas vezes eles andavam pelas ruas (!) lado a lado com os demais veículos, como se fossem bondes. Aliás, isso acontece ainda hoje. No Brasil existiram casos pelo menos na VFRGS (Viação Férrea Rio Grande do Sul) e na EFL (Estrada de Ferro Leopoldina). Hoje temos na sucessora da EFL, a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica). É uma opção interessante de traçado, mas raríssima de se ver. Além disso, dependendo do tamanho da maquete, um, dois ou no máximo três quarteirões com linha férrea nas ruas permitem alguma economia de espaço. Também é interessante do ponto de vista operacional, pois o trem é obrigado a passar por ali com velocidade bastante reduzida.

Imagem: Traçado: Trem nas ruas ou nas calçadas

Imagem: Traçado: Trem nas ruas ou nas calçadas

Imagem: Traçado: Trem nas ruas ou nas calçadas

(A primeira ilustração é de Porto Alegre e foi encontrada em http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/2012/02/15/locomotiva-em-pleno-centro. A segunda é de autoria do Latuff, tendo sido tirada em 2007 na cidade de Além Paraíba, MG. A terceira é de uma maquete norte-americana; foto encontrada na internet.

Uma variante são trens nas calçadas, paralelamente às ruas. As duas cenas são de Cariacica, ES. A cena noturna até parece maquete, mas é real.

Imagem: Traçado: Trem nas ruas ou nas calçadas

Imagem: Traçado: Trem nas ruas ou nas calçadas

(Encontradas pelo Carlos R. Almeida no www.panoramio.com, as fotos são dos usuários ''Mymesmo'' e ''Super A Gradavel'', respectivamente.)

Usando bonsais artificiais    (Enviada por Camila Garcia, Rio de Janeiro, RJ)

Para a confecção de árvores realistas e a baixo custo, você pode se utilizar de elementos facilmente encontrados em lojas destinadas a plantas ornamentais artificiais. Um bom exemplo são os bonsais. Se a escala for G ou O, você pode usá-los na íntegra, como são vendidos; se a escala for S, HO ou OO, você pode utilizar diversas partes deles, compondo várias plantas: em geral com o final do ''espigão'' você faz uma árvore completa e com os ramos pode-se compor arbustos de solo plano ou de encostas.

Imagem: Usando bonsais artificiais

Na foto, um exemplo de bonsai artificial chinês. Existem bonsais de diversos tipos e de folhagens ainda menores e caberá ao ferreomodelista escolher o modelo mais apropriado à escala que está reproduzindo. Um bonsai de plástico tem preços que variam de R$20,00 a R$75,00 — algumas lojas cobram o absurdo de R$200,00 quando ele está num arranjo — fuja disso: bonsai se compra solto.

Usando cola branca    (Enviada por Wado Motta, Taboão da Serra, SP)

Sempre que puder, use cola "branca'' (''Cascorez'' ou outra marca) na sua maquete ou então para customizar vagões, construções, etc., e fazer pequenos reparos, mesmo em plástico.

Comparada com colas instantâneas, demora um bom tempo a mais para secar, mas em compensação pode-se voltar atrás sem nenhum prejuízo ao material (com exceção do papel/papelão).

Para descolar, basta manter na água por alguns minutos e, pronto, é só limpar.

Portal do Trem: Um site de ferromodelistas para ferromodelistas