Dicionário ilustrado
Total de verbetes:  141

Responsável pela página: Stênio Gimenez
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Última atualização: 04/12/2012
Antes de mais nada, uma curiosidade. Uma pergunta que alguns fazem é: qual a forma correta — ferromodelismo ou ferreomodelismo? As duas formas são usadas. ''Ferromodelismo'' segue as normas de formação de palavras da língua portuguesa. É a forma que aparece nos dicionários. Mas ''ferreomodelismo'' é usada há mais de 50 anos. Veja, por exemplo, o nome da Sociedade Brasileira de Ferreomodelismo, que foi fundada em 1960. Aqui no Portal você vai encontrar alguns ferr(e)omodelistas escrevendo de uma maneira; outros, de outra. Não importa a forma, o que vale mesmo é que o hobby é para nosso lazer.
Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. Entidade sem fins lucrativos dedicada à preservação da memória ferroviária. Possui várias regionais, algumas das quais operam trens turísticos com locomotivas a vapor e carros de madeira. Website: http://www.abpf.org.br/.
Sistema de controle mediante alimentação dos trilhos com corrente alternada. (Em inglês AC é sigla de alternating current, isto é, corrente alternada.) Hoje em dia é usado quase só em material Märklin.

Veja também: DCC; DC
(Inglês: switch rails oupoints). Parte móvel do AMV. Sua posição define a rota em que o veículo ferroviário irá trafegar.

Veja também: AMV
Aparelho de Mudança de Via. (Inglês: turnout). Dispositivo ferroviário que permite a conexão contígua de uma linha para outra. Sua operação pode ser manual ou por motor acionado remotamente pelo despachador, como também possuir dispositivo tipo mola o qual permite ser transposto em rota contrária, retornando a agulha em sua posição normal após a passagem do trem.

Veja também: agulha; despachador; desvio; mola
Veja: mola
Abreviatura: AMV

Veja também: desvio
Forma usada em Portugal para lastro

Veja também: lastro
Veja: V8
Distância interna entre os dois trilhos de uma linha ferroviária.
Também chamada de bitola mista. Trecho de ferrovia ou maquete em que há duas bitolas. No Brasil há bitola dupla, por exemplo, no porto de Santos, que é atendido em bitola larga pela MRS e em bitola estreita pela ALL.

Imagem: Pátio da Petrobrás em Paulínia, SP

Na foto acima em cada linha a distância entre os dois trilhos da direita é de 1 m (bitola métrica). A distância entre os dois trilhos externos é de 1,6m (bitola larga).

(Pátio da Replan [Refinaria da Petrobrás em Paulínia, SP].)

Veja também: bitola larga; bitola estreita
No protótipo, bitola com 1,6m de distância entre os trilhos.

É a bitola das antigas EFCB (Estrada de Ferro Central do Brasil, mas só em algumas linhas), EFSJ (Estrada de Ferro Santos a Jundiaí), CPEF (Companhia Paulista de Estradas de Ferro) e EFA (Estrada de Ferro Araraquara) e de suas sucessoras (RFFSA, Fepasa, MRS, ALL). Ferrovias brasileiras em bitola larga construídas recentemente ou em construção: Estrada de Ferro Carajás, Transnordestina e Ferrovia Norte-Sul.

Veja também: bitola; bitola estreita; bitola-padrão
No protótipo, bitola de 1m de distância entre os trilhos. É a bitola usada na imensa maioria das ferrovias brasileiras.

Veja também: bitola; bitola larga; bitola-padrão
Veja: bitola dupla
No protótipo, bitola com 1,435m de distância entre os trilhos. Tem o nome de "padrão" porque é a mais utilizada ou mesmo a única adotada em diversos lugares, tais como Estados Unidos, Canadá e vários países da Europa e de outros continentes. No Brasil é usada na Estrada de Ferro do Amapá.

Veja também: bitola; bitola larga; bitola estreita
Veja: carro-breque
Veículo ferroviário para transporte de passageiro.

Os principais tipos são: carro de primeira classe (ou apenas carro de primeira), carro de segunda classe (ou carro de segunda), carro-restaurante, carro-dormitório, carro- correio, carro-bagagem, carro-correio e bagagem (estes três últimos não transportavam passageiros mas faziam parte dos trens de passageiros).
Também conhecido como caboose e guarda-freio, o carro-breque é um vagão destinado ao ajudante nos trens de carga, trafegando normalmente na cauda do trem. Hoje praticamente não é mais usado.
(Inglês: catenary). Curva formada por corda flexível tendo fixos os pontos extremos; cabo mensageiro da rede aérea.

(Veja ilustração no verbete ''rede aérea''.)
Compagnie de Chemins de Fer Fédéraux de l'Est Brésilien (sucedida pela VFFLB)
Companhia Ferroviária do Nordeste
(Inglês: swith stand). Mecanismo de operação manual para alterar a rota de um AMV.

Imagem: Chave

Veja também: AMV
Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (sucedida pela Fepasa)
Nas ferrovias a altura e a largura (isto é, o perfil) do trilho varia em função do tráfego. Trilhos em trechos de tráfego intenso sofrem um desgaste mais rápido. Por isso, têm de ser mais robustos para não terem de ser trocados com mais frequência.

Em ferromodelismo esse detalhe é reproduzido com trilhos de diferentes alturas. O chamado "code" (palavra inglesa que significa ''código'') refere-se à altura do trilho, sendo que cada unidade representa 0,001 polegada (0,0254mm). Na escala HO são usados os ''codes'' 100, 83, 70 e 55. O mais usado é o ''code'' 100, que tem uma altura de 2,54mm (100 x 0,0254mm).

Até recentemente Frateschi fabricava apenas grades, AMVs e trilhos flexíveis de ''code'' 108 (2,7432mm). Atualmente os AMVs e os trilhos flexíveis Frateschi de nickel-silver são ''code'' 100.
(Inglês: guard rail). Guiam os rodeiros durante a passagem pelo jacaré, prevenindo que tomem rota divergente e descarrilem.

Imagem: Contratrilho

(Foto encontrada em http://www.proto87.com/model-railroad-guard-rails-operation.html)

Veja também: AMV; jacaré
Veja: jacaré
Companhia Paulista de Estradas de Ferro (sucedida pela Fepasa)
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (atende a Região Metropolitana de São Paulo)
(Inglês: Centralized Traffic Control). Sistemas automáticos de bloqueio para a circulação de trens, controlado por um centro que usa indicação de sinais luminosos para autorizar o movimento dos veículos ferroviários numa Seção de Bloqueio.

Veja também: seção de bloqueio
Sistema de controle mediante alimentação dos trilhos com corrente contínua. É o sistema mais usado hoje em dia, mas aos poucos vem sendo substituído pelo sistema DCC. (Em inglês DC é sigla de direct current, isto é, corrente contínua.)

Veja também: DCC; AC
Sistema de controle mediante aplicação de sinais digitais nos trilhos, que ficam energizados o tempo todo. Aos poucos vem substituindo o sistema DCC. (Em inglês DCC é sigla de Digital Command Control, isto é, controle por comando digital.)

Veja também: DC; AC
(Inglês: dispatcher). Pessoa encarregada pela movimentação de trens através de licenças (staff, GPS) ou controle de tráfego centralizado (CTC). Coordena e controla o tráfego em vias sob sua responsabilidade.

Veja também: CTC; GPS; staff
(Inglês: spur track). É chamado ativo aquele provido de chaves de via (AMVs) em ambas as extremidades, oferecendo condições de entrada e saída de trens e veículos ferroviários. Desvio morto é aquele com uma única chave para acesso, apresentando ou não batente deliminativo de seu comprimento útil; portanto, neste caso, a entrada e saída. Aonde há desvios damos o nome de pátio.

Embora seja comum chamar de desvios os AMVs, essa designação é errada.

Veja também: AMV; pátio
Veja: desvio
Veja: desvio
V. maquetes ferroviárias

Muitos modelistas optam por construir dioramas porque exigem menos espaço e podem ser construídos em menos tempo.

Veja também: maquetes ferroviárias; modelos
Departamento Nacional de Estradas de Ferro. Órgão do governo federal criado em 1941 e extinto em 1974. Era responsável por pôr em prática a política ferroviária do governo, inclusive adquirindo material rodante estrangeiro para as diversas ferrovias federais.
Veja: duplex
Duplex, triplex são termos oficiais usados nos manuais das ferrovias e pelos ferromodelistas. Referem-se à tração de um trem por duas ou mais locomotivas. Os ferroviários utilizam os termos duple/dupla, trio/tripla, quadra, quina, sena

Veja também: tração múltipla
Estrada de Ferro Araraquara (sucedida pela Fepasa); Estrada de Ferro Amapá
Estrada de Ferro Bragantina (sucedida pela Fepasa)
Estrada de Ferro Carajás
Estrada de Ferro Central do Brasil (sucedida pela RFFSA)
Estrada de Ferro Dona Theresa Cristina (Santa Catarina; sucedida pela RFFSA)
Estrada de Ferro Leopoldina (sucedida pela RFFSA)
Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
Veja: NOB
Estrada de Ferro Norte do Paraná
Estrada de Ferro Oeste de Minas (sucedida pela VFCO)
Estrada de Ferro Perus-Pirapora. Ferrovia industrial localizada na Zona Oeste da cidade de São Paulo, SP.
Estrada de Ferro Sorocabana (sucedida pela Fepasa)
Estrada de Ferro Santa Catarina (sucedida pela RFFSA)
Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (sucedida pela RFFSA)
Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande
Estrada de Ferro São Paulo-Minas (sucedida pela Fepasa)
Estrada de Ferro São Paulo-Paraná
Estrada de Ferro Vitória a Minas
Formação de duas ou mais locomotivas em que a cabine de todas está voltada para o mesmo lado. É termo utilizado apenas entre os ferromodelistas.

Veja também: tração múltipla
Escala é a relação entre o modelo (miniatura) e o objeto real que ele representa. Por exemplo, na escala HO (1/87) os modelos das locomotivas RS-3 e RSC-3 (que rodaram em ferrovias como a EFSJ, a EFCB e a CPEF) têm 999999mm de comprimento, pois esse é o resultado da divisão do comprimento da locomotiva de verdade (99999m) por 87.

Veja também: escala HO; escala N
A escala HO é a escala mais praticada no mundo. Nessa escala a proporção é de 3,5mm para 1 pé (medida usada nos Estados Unidos e que equivale a 304,8mm), ou seja, a relação é de aproximadamente 1:87. (Cada milímetro no modelo reproduz 87mm ou 8,7cm do protótipo.)

Veja também: escala
A escala N é a segunda escala mais praticada no mundo. Nessa escala a relação é de 1:160. (Cada milímetro no modelo reproduz 160mm do protótipo ou 16cm.)

Veja também: escala
Veja: V8
Veja: pátio virtual
Ferrovia Centro Atlântico. Concessionária sucessora das Superintendências Regionais SR2, SR7 e SR8 da RFFSA e UR6 da Fepasa. Atual VL!

Veja também: RFFSA; VL!
Ferrovias Paulistas S.A. Sucessora das seguintes estradas de ferro: EFS (Estrada de Ferro Sorocabana), CPEF (Companhia Paulista de Estradas de Ferro), CMEF (Companhia Mogiana de Estradas de Ferro), EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo-Minas), EFB (Estrada de Ferro Bragantina), EFA (Estrada de Ferro Araraquara)
Oficalmente batizada como Guaicurus, essa locomotiva elétrica fabricada durante a Segunda Guerra Mundial nas oficinas da EFCB foi popularmente conhecida como Ferro de Engomar.

Imagem: Locomotiva elétrica Ferro de Engomar
(Inglês: trolley wire). Fio de cobre ou alumínio maciço que efetua a alimentação de energia elétrica entre a rede aérea e a lâmina de contato do pantógrafo.

(Veja ilustração no verbete ''rede aérea''.)
Ferrovia Norte-Sul
Veja: Loba
(Inglês: Global Positioning System). Rede de satélites geostáticos a serviço do exército norte-americano e liberado para uso civil que permite ao portador de aparelho em terra a indicação de sua posição em coordenadas. No Brasil, a Ferrovia Centro Atlântico (FCA) foi a primeira a adotar este sistema no licenciamento de seus trens.

Veja também: staff
Veja: Ferro de Engomar
Veja: carro-breque
O sistema de homem morto (em inglês, ''dead-man's vigilance device'') é um recurso de segurança existente em locomotivas elétricas e diesel-elétricas e trens-unidade. Nesse sistema, se o maquinista cochilar ou ficar incapacitado (por exemplo, desmaio), a locomotiva ou TUE param automaticamente. Para não parar, o maquinista precisa pressionar e soltar um pedal ou botoeira em intervalos pré-determinados.

Também existe o sistema inteligente de homem morto, que interpreta que operações na locomotiva feitas dentro do intervalo de 22 segundos (por exemplo, acelerar, frear, buzinar) indicam que o maquinista está atento e, então, ele não precisa pisar no pedal. Terá de voltar a apertar o botão ou pedal só 22 segundos depois dessa operação (acelerar, frear, etc.).
Alguns controladores de velocidade são dotados do recurso de inércia, que permite aceleração e desaceleração suaves dos modelos, simulando o funcionamento do protótipo. Em inglês usa-se a palavra momentum.
(Inglês: frog). Parte do AMV onde os trilhos internos das rotas se encontram. Também conhecido por ''coração''.

Imagem: Jacaré

Veja também: AMV
Nome do fabricante de engate que procura reproduzir a aparência e o funcionamento do protótipo.

www.kadee.com

Veja também: engates
Kitbashing é a adaptação de um modelo comercial já pronto ou então de um kit para montar. Para essa adaptação usam-se ítens fabricados especificamente para detalhamento (por exemplo, uma mangueira de ar) bem como peças tiradas de outros kits comerciais.

Veja também: scratchbuilding
(Inglês: train order). Autorização expedida pelo despachador que permite um trem ou veículo ferroviário trafegar em uma ou mais seções de bloqueio.

Veja também: despachador; seção de bloqueio
(Inglês: high ball). Autorização expedida pelo despachador que garante via livre até o pátio ou bloco seguinte.

Veja também: despachador; pátio
(Inglês: yard limit). Ponto convencionado a certa distância de um pátio assistido que determina o final (ou o início, a depender do sentido do trem) de uma seção de bloqueio controlada pelo despachador.

Veja também: pátio; seção de bloqueio; despachador
Modalidade de ferromodelismo em escalas grandes (embora já haja experiência em HO), em que a tração dos modelos de locomotiva a vapor é com vapor gerado na própria locomotiva e não com motor elétrico. É em todos os sentidos uma locomotiva a vapor só que em miniatura.
Apelido dado pelos ferromodelistas à locomotiva elétrica GE 2000. Os ferroviários da EFS e mais tarde da Fepasa a chamavam de GE 2000.

Imagem: Loba no pátio da Barra Funda, SP

Loba no pátio da Barra Funda, SP, em 1970

(Foto de autoria desconhecida.)
Conjunto em miniatura composto por via permanente (trilhos, lastro, etc.), construções ferroviárias (estações, caixas d'água, etc.), construções não ferroviárias (casas, lojas, ruas, etc.) e detalhes (postes, ruas, montanhas, árvores, etc.). Já os modelos são os elementos isolados: uma locomotiva, uma estação, uma casa, etc.

O que distingue uma maquete de um diorama é o fato de que a primeira é operacional, ou seja, os trens andam nelas. Já os dioramas são estáticos e costumam ser menores.

Veja também: maquetes não ferroviárias; dioramas; modelos
Uma maquete não ferroviária (por exemplo, da área de arquitetura) é uma reprodução geralmente estática e sempre em escala de qualquer realidade. Pode ser apenas de uma construção (uma residência, um prédio de apartamentos, etc.), de um conjunto de construções (por exemplo, um condomínio fechado), da natureza (parque, rio, lago, etc.) ou então do conjunto disso tudo. Em geral é estática, quer dizer, não há objetos em movimento.

Em ferromodelismo cada um desses diferentes tipos de maquete possui designação própria: maquete propriamente dita, dioramas e modelos.

Veja também: maquetes ferroviárias; dioramas; modelos
(Inglês: limit). Estacas ou pontos de sinalização no solo que determinam a distância regulamentar que um trem ou veículo deve parar antes de um AMV sem que impeça o fluxo nas vias paralelas, ou seja, os veículos ali estacionados garantem livre o gabarito a sua frente.

Veja também: AMV
Todo e qualquer veículo ferroviário (locomotivas, automotrizes, carros, vagões, autos de linha).
Veja: VLT
Veja: VLT
Apelido dado locomotiva elétrica fabricada pela GE do Brasil e que rodou na EFS e posteriormente na Fepasa. Parece-se bastante com a Vandeca, mas ao contrário desta possui cabine em apenas um dos lados.

Imagem: Loocomotiva elétrica Minissaia

(A foto mostra formação de duas Minissaias ainda nas cores da Sorocabana. Pelo fato de possuírem uma única cabine, era comum operarem em duplas, com uma locomotiva voltada para um lado, e a segunda para o outro.)

Veja também: Vandeca
Reproduções em escala de objetos individuais: uma locomotiva, um vagão, uma estação, um viaduto, etc.

Veja também: maquetes ferroviárias
(Inglês: coil). Dispositivo montado no varão entre o aparelho chave e a agulha que permite ao veículo ferroviário transpor o AMV em rota contrária sem causar danos a este, pois a agulha cede a passagem às rodas, retornando em seguida a sua posição normal. Junto a ele deve haver uma placa para orientar os maquinistas, pois jamais se deve recuar o trem sobre esse AMV.

Imagem: Mola

Veja também: AMV; varão; chave; agulha
Veja: inércia
Organização europeia internacional que congrega modelistas ferroviários e fãs de ferrovias. Estabelece as normas de ferromodelismo praticadas na Europa, conhecidas pelo nome de NEM (Normes Européennes de Modélisme, isto é, Normas Europeias de Modelismo).

Dada sua característica internacional, possui nomes em alemão (Verband der Modelleisenbahner und Eisenbahnfreunde Europas), francês (Union Européenne des Modélistes Ferroviaires et des Amis des Chemins de Fer) e inglês (European Union of Model Railroad and Railroad Fans). Traduzindo: União Europeia de Modelismo Ferroviário e Fãs de Estradas de Ferro.

O website da MOROP está em alemão, francês e inglês.

Veja também: NEM
Abreviação de ''Multiple unit train control'' (literalmente ''Controle de trem-unidade múltipla").

Veja também: tração múltipla
Conjunto de normas europeias para ferromodelismo estabelecidas pela MOROP. Um exemplo de normas NEM são os engates dos produtos Frateschi.

No site da MOROP as normas estão disponíveis em francês (http://www.morop.org/fr/normes/index.html) e alemão (http://www.morop.eu/de/normes/index.html).

A versão em espanhol pode ser encontrada no site da Railwaymania: www.railwaymania.com/cs_docs_viewer_reg.aspx?id=231.

Veja também: NMRA; MOROP
Sigla de National Modelers Railroad Association. Uma associação norte-americana de ferromodelismo. Aceita sócios do mundo inteiro.

Uma de suas várias atividades é estabelecer padrões, como, por exemplo, dimensões de desvios, altura de engates, etc.

O website é www.nmra.org.

Veja também: NEM
Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (sucedida pela RFFSA)
(Inglês: pantograph). Aparelho de acionamento pneumático instalado sobre a locomotiva ou trem-unidade, destinado a captar energia elétrica em alta-tensão, quando em contato com o fio trolley.

(Veja ilustração no verbete ''rede aérea''.)
Apelido dado à locomotiva elétrica de bitola larga fabricada pela Henschel e que circulou na RFFSA, nas áreas da EFCB e EFSJ.

Imagem: Locomotiva elétrica Pão de Forma
(Inglês: Yard). Conjunto de linhas ou desvios, dispostos para atender as mais diversas necessidades da ferrovia, compreendendo o atendimento ao tráfego e aos passageiros, entreposto de cargas, oficinas para locomotivas, carros e vagões, etc. Pátios podem ser para simples cruzamento, formação de trens, assistido ou virtual.

Veja também: desvio; pátio assistido; pátio para formação; pátio para cruzamento
Pátio cuja circulação de trens é controlada por pessoal local. Neles o despachador não tem domínio, restando a ele apenas a tarefa de licenciar os trens até seu limite, bem como receber em seu sistema aqueles que partem desses pátios.

Veja também: pátio
(Inglês: bypass yard). Pátio dotado de apenas duas linhas: principal e desviada, ambas controladas pelo despachador.

Veja também: pátio
(Inglês: classification yard). Local destinado a distribuição dos vagões que irão formar novos trens, bem como serem destinados aos clientes.

Veja também: pátio
(Inglês: Block Station). Recurso adotado no sistema de licenciamento GPS quando se faz necessário dividir uma seção de bloqueio em duas em razão do longo tempo para se percorrer a distância, permitindo assim que dois trens trafeguem com licença franca entre dois pátios. Neste local uma placa indica o limite entre blocos. No passado (por staff) o serviço era realizado por um posto telegráfico.

Veja também: staff; GPS; seção de bloqueio; licença franca
Os pega-mãos são simples barras de metal que funcionam em material rodante como corrimãos e parapeitos. São comuns em carros de madeira antigos e locomotivas de todas as épocas.
Veja: duplex
Veja: duplex
Conjunto de cabos, suspensórios e fios com os quais é fornecida energia elétrica para alimentação de locomotivas e trens-unidades operados por esse sistema.

Imagem: Rede aérea

(Ilustração encontrada em www.railwaypro.com/wp/wp-content/uploads/2011/11/engineer.jpg e traduzida para o português.)
Rede Ferroviária Federal S.A.
Rede Mineira de Viação (sucedida pela RFFSA)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (sucedida pela RFFSA)
Veja: seção de bloqueio
Scratchbuilding é a construção de modelos utilizando materiais básicos (madeira, plástico, metal, resina, gesso, papel, etc) ao invés de simplesmente montar ou fazer pequenas modificações em um kit ou modelo comercial. É comum também a utilização de partes descartadas de outros modelos ou simplesmente lixo que contenha os materiais citados anteriormente (latas, embalagens, etc), bem como peças de detalhamento disponíveis no mercado (engates, mangueiras, sistemas de freio, etc). A base para a modelagem é normalmente uma planta ou foto do protótipo. Os motivos que levam um modelista a apelar para esta técnica podem ser a indisponibilidade de um modelo comercial que represente o protótipo, a insatisfação com o nível de detalhe dos modelos disponíveis ou simplesmente o prazer do desafio.

Veja também: kitbashing
(Inglês: block). Trecho de ferrovia sob responsabilidade do despachador, compreendido entre dois pátios e entre marcos dos AMVs. Neste local os trens só podem ocupar mediante licença e estão sob regras de circulação.

Veja também: AMV; marco
Veja: duplex
Veja: duplex
Unidade de tração acoplada a uma locomotiva diesel elétrica. Possui truques motorizados mas não geradores, por isso depende da energia elétrica produzida pela locomotiva a que está acoplada. Em geral é uma locomotiva que foi baixada devido a um acidente e reformada. A ALL (América Latina Logística) possui várias unidades ''slug'' (também chamadas M1) que funcionam acopladas a duas locomotivas G22U, uma em cada extremidade.

Imagem: ''slug'' da ALL

(Slug da FCA [Ferrovia Centro-Atlântica] feita a partir de uma MX620. Foto de Jorge A. Ferreira Jr.)
São Paulo Railway
(Inglês: staff). Sistema britânico do início do século XX com base em bastões liberados por aparelhos que recebiam sinal elétrico da estação adiante do trem, indicando que a via à sua frente está liberada para circulação. Utilizado no Brasil em larga escala até 1996, quando majoritariamente foi substituído pelo GPS.

Veja também: GPS
Supervia Concessionária de Transportes Ferroviários S/A (atende Região Metropolitana do Rio de Janeiro)
Peças de metal que prendem o fio trolley à catenária; conjunto montado com medidas diferentes entre si para anular a curva catenária a que está sujeito o cabo mensageiro pela ação do seu próprio peso.

(Veja ilustração no verbete ''rede aérea''.)
Sistema em que duas ou mais locomotivas, geralmente elétricas ou diesel-elétricas, ficam engatadas uma à outra e, por meio de cabos que as ligam entre si, funcionam como se fossem uma única locomotiva, sendo operadas por um único maquinista.

Imagem:

Imagem:

Primeira foto: duas locomotivas diesel-elétricas U9B da CPEF tracionando trem de passageiros. Composição estacionada na gare de Nova Odessa, SP. Segunda foto: cabos ligando duas locomotivas elétricas Loba da Fepasa.

(Primeira foto pertencente ao acervo de Gustavo Ibrahim Ceron. Segunda foto tirada por Ben Lam.)

Veja também: duplex
Trem para transporte de cargas e passageiros.
Barra de aço que é assentada e afixada sobre dormentes e na qual se apóiam e andam os veículos ferroviários (trens, metrôs, bondes, etc.). É constituído de três partes: patim, alma e boleto. O tamanho dos trilhos varia em função da intensidade de tráfego prevista para o local.

Imagem: trilho

(ilustração enviada pela Camila Garcia, Rio de Janeiro, RJ)

Veja também: trilho de fenda
Trilho especial usado em linhas de bonde, com ranhura no boleto para guiar as rodas.

Imagem: trilho de fenda

(ilustração encontrada na internet)

Veja também: trilho
Veja: duplex
Veja: duplex
Veja: duplex
Sigla de Trem Unidade Diesel-Hidráulico. Exemplo de TUDHs são as litorinas RDC que operaram na EFCB, na CMEF e hoje operam na SVE.

Imagem: RDC1 EFCB

Imagem: RDC1 CFN

A primeira imagem mostra uma RDC da EFCB. A segunda, uma RDC da CFN. (Fotos tiradas respectivamente em Procópio Mariano, MG, por Jorge A. Ferreira Jr. e Fortaleza, CE, por Charles de Freitas.)
Sigla de Trem Unidade Elétrico. Exemplo de TUEs são os metrôs e os trens de passageiros que atendem às regiões metropolitanas de São Paulo (CPTM) e Rio de Janeiro (Supervia).
Locomotiva elétrica de rodagem 2-C+C-2 construída pela GE. Devido ao ronco do motor foi chamada de ''V8'' na CPEF e posteriormente na Fepasa. Na EFCB teve o nome de ''Escandalosa''; e na EFSJ, de ''Beiçuda''.

Imagem: Locomotiva elétrica V8

(Foto de autor desconhecido.)
Na linguagem ferroviária a forma usada é ''carro''. Por exemplo, "carro-dormitório", "carro de primeira classe" (ou simplesmente "carro de primeira"), etc.

Veja também: carro
Nas ferrovias, em trechos de bitola dupla, especialmente em pátios, é o vagão que permite que uma locomotiva de bitola estreita tracione vagões de bitola larga e vice- versa. Ou então locomotivas de engate baixo com os novos vagões de engate alto. Em ferromodelismo é o vagão que tem engate padrão NMRA (geralmente Kadee) em uma extremidade e padrão NEM na outra, permitindo que uma mesma composição tenha material rodante com os dois tipos de engate.

Imagem: Vagão-madrinha com dois engates

Imagem: Vagão-madrinha com um único engate

Imagem: Vagão-madrinha para engate alto

Primeira foto: vagão madrinha em Mairinque, SP, com dois engates, um mais alto para bitola larga e outro mais baixo para bitola estreita. Segunda foto: vagão-madrinha da ALL em Santos, SP, com um único engate. Terceira foto: vagão madrinha da ALL em Paranaguá, SP, para engate alto.

(Duas primeiras fotos: autoria desconhecida. Terceira foto tirada em 2008 pelo Milton Ribeiro.)

Veja também: bitola larga
Vagão usado em usinas siderúrgicas para o transporte, do alto forno para a aciaria, do ferro gusa em estado líquido.
Apelido como ficou conhecida a locomotiva elétrica fabricada pela GE do Brasil e que rodou na CPEF e mais tarde na Fepasa. É bastante parecida com a Minissaia, com a diferença de que esta possui cabine em apenas um dos lados, enquanto a Vandeca possui nos dois.

Imagem: Loocomotiva elétrica Vandeca

Imagem: Loocomotiva elétrica Vandeca

(A primeira foto mostra uma Vandeca da CPEF; a segunda, uma já nas cores da Fepasa.)

Veja também: Minissaia
(Inglês: operating rod). Haste que liga a chave às agulhas.

Veja também: chave
Veja: VLT
Viação Férrea Centro-Oeste (sucedida pela RFFSA)
Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro (sucedida pela RFFSA)
Viação Férrea Rio Grande do Sul (sucedida pela RFFSA)
Vale Logística Integrada. Sucessora da FCA.

Veja também: FCA
Sigla de veículo leve sobre trilhos. Também chamado de metrô de superfície ou metrô leve, é geralmente composto de dois ou três carros e tem algumas características que o diferenciam de bondes e TUEs/metrôs: 1) são mais pesados que bondes e mais leves que TUEs; 2) suas paradas costumam ser mais distantes entre si do que ônibus urbanos e bondes e mais curtas do que as estações servidas por TUEs e metrôs; 3) em geral a alimentação é elétrica por meio de catenária; 4) em vários casos opera em vias urbanas, junto com os demais veículos (automóveis, ônibus e caminhões), onde desenvolve velocidade menor, e em vias segregadas, onde anda em velocidade maior.

Veja também: TUE
Bibliografia
  • Management of Train Operation and Train Handling (The Air Brake Asssociation, 1972)
  • Regulamento de Circulação de Trens (Fepasa, 1986)
  • Regulamento Operacional (Ferrovias Norte Brasil SA, 2000)
  • Regulamento Operacional (América Latina Logística, 2009)
  • The Railroad — What It Is, What It Does (por John H. Armstrong; Simmons Boardman Pub., 1982)
Portal do Trem: Um site de ferromodelistas para ferromodelistas