Boletim de 25 de janeiro de 2013
Lei de Murphy Ferromodelística (2)

Dando sequência ao texto das Leis de Murphy aplicadas ao Ferromodelismo, hoje apresentamos mais três artigos da referida lei. (Os dois primeiros podem ser lidos no último boletim. Para lê-lo, clique aqui.)

Art. 3º — Cabe aos fabricantes envidar todos os esforços para a aplicação desta lei.

§ 1º — Assim que algum fabricante de modelos em latão começar a oferecer um modelo anteriormente inexistente e você o comprar, outro fabricante colocará a venda o mesmo modelo em resina;

§ 2º — Assim que esse modelo em resina estiver construído e você o comprar, outro fabricante fará o mesmo modelo em plástico injetado;

§ 3º — Assim que o modelo em plástico injetado estiver pronto e você o comprar, algum fabricante inescrupuloso colocará a venda um modelo melhor, mais detalhado;

§ 4º — As seguintes regras se aplicam somente àquele modelo que você deseja para sua coleção:

Inciso 1º — A Athearn, Atlas e BLI (Roco, Liliput e Fleischman) nunca o fabricará;

Inciso 2º — Algum fabricante barato chinês o fará.

§ 5º — O modelo que você quer nunca estará em oferta ou promoção nas lojas;

§ 6º — Não importa quanto tempo tenha levado ou quão difícil tenha sido adquirir um modelo, depois de você comprá-lo ele entrará em oferta em outra loja.

Art. 4º — Os kits servirão para criar uma sensação de impotência no modelista.

§ 1º — Depois de montado, o modelista sempre achará um detalhe que poderia ter feito melhor.

§ 2º — Quanto maior a quantidade de kits para montar que você tiver, menor será a quantidade que construirá;

§ 3° — Os kits para montar irão se expandir até preencher todo o espaço disponível.

§ 4º — Por mais que se esforce, o modelista nunca conseguirá montar o kit com o realismo que aparece na tampa da caixa.

Art. 5º — Na montagem de kits o modelista experimentará algumas ou até mesmo várias noites de insônia e/ou horas de frustração.

§ 1º — Não há modelo tão simples que não se possa montar errado;

§ 2º — A cola irá formar fios somente na presença de peças transparentes;

§ 3º — A dificuldade para lixar una junta em um lugar difícil é diretamente proporcional à dificuldade de união das partes;

§ 4º — Toda pintura fará com que a junta rache;

§ 5º — Com a pressão correta pode-se quebrar uma peça do modelo;

§ 6º — A probabilidade de encontrar erros em um modelo aumenta exponencialmente logo que você o apresentar em um concurso;

§ 7º — Quanto mais importante for o concurso, mais evidente será o erro;

§ 8º — Quando tudo falhar, leia as instruções de montagem.

Lançamento: Prateleiras para vagões e locomotivas
Imagem: Prateleira Prado Trens
A Prado Trens acaba de lançar uma prateleira para guardar (e, é claro, expor) material rodante. Cada uma possui 60 vãos, sendo 20 vãos com 28cm de comprimento e 40 vãos com 20cm de comprimento. Todos têm 6 cm de altura e 6 cm de profundidade. Feita em MDF, a prateleira é pintada e envernizada.

Na página "Produtores" você encontra o endereço do site da Prado Trens.

(A foto acima é ilustrativa. Locomotivas e vagões não acompanham.)
The Atlas Modeler???
Imagem: The Atlas Modeler

Sim, essa revista de download gratuito existiu. Publicada pela Atlas, tradicional fabricante de modelos de ferromodelismo, o surgimento de várias revistas virtuais e também gratuitas levou à descontinuação da The Atlas Modeler. Mas os exemplares publicados ainda podem baixados e lidos.

É/foi uma revista cheia de ideias e dicas para nós.

(A página "Revistas virtuais em outros idiomas" traz o endereço da revista.)

Novidade da Kato: truques motorizados!
Já está disponível no Japão uma locomotiva Kato escala HO sem motor central, sem redutores, sem cardãs! É um modelo da locomotiva elétrica japonesa EF510. Ao contrário dos modelos tradicionais, são os truques que são motorizados. Isso dá mais espaço para acessórios, tais como alto-falantes. Será que vai aparecer em escala N?

(Informação compartilhada pelo Adrian C. Pardo, Buenos Aires, Argentina, na lista Tren Rodante.)
Revista Central Ferreo
Imagem: Revista Central Ferreo
Não, infelizmente ainda não estamos informando novo número da Central Ferreo, primeira revista digital brasileira gratuita do nosso hobby. Afinal, ela é trimestral, e o último número saiu em dezembro. Mas esperamos anunciar em breve mais um número.

O assunto é outro: a revista está convidando ferreomodelistas para que enviem matérias, dicas, fotos e sugestões para publicação. Essa é uma ótima oportunidade para você dar sua contribuição para o hobby.

E, se você ainda não conhece a Central Ferreo, está na hora. O endereço do site está na página "Revistas virtuais em português". Dali você pode baixar os quatro números publicados até o momento.
Parada em Campo Limpo Paulista
Imagem: Parada em Campo Limpo Paulista

Imagem: Parada em Campo Limpo Paulista
Aconteceu no último sábado o primeiro encontro de ferromodelismo do ano. Foi em Campo Limpo Paulista, SP, na residência do casal Zé Augusto e Irene. Com duas maquetes na escala HO e mais duas na N, o pessoal estava bem animado. A confraternização foi excelente.

(Informações e fotos enviadas pelo Rodolfo Sirmanas.)
Expresso Portal do Trem

Hoje temos um festival de Garratts. Com nome estranho, feia para alguns, a Garratt foi uma solução engenhosa encontrada na era do vapor para aqueles casos em que se precisava de locomotivas mais potentes em trechos de trilhos leves e que, por isso, não suportavam locomotivas pesadas e/ou trechos com curvas fechadas. A Garratt é montada sobre três estruturas: a caldeira fica na estrutura central, e na estrutura de cada extremidade estrutura há uma máquina a vapor. Com isso, ao invés de uma locomotiva com todo peso em uma única estrutura, na Garratt o peso fica distribuído. E, por ser articulada, ela consegue fazer curvas fechadas, o que não acontece, por exemplo, com locomotivas mais compridas.

Foram construídas Garratts para operar inclusive em bitolinha de 2 pés (quase 61 cm), em que se usam trilhos bastante leves. No Brasil circularam várias Garratts na bitola métrica e na larga. Uma delas está preservada e em exposição no Museu Ferroviário de Recife.

(Os vídeos de hoje foram sugeridos pelo Marcelo Lordeiro.)

Garratts em operação na África




Garratts operando em maquetes


Dica: Remoção de números e faixas de material rodante

Para remoção de números e faixas de locomotiva, vagão ou carro, utilize aquele lápis-borracha para apagar tinta de máquina de escrever. Ele é uma lixa muito suave. Com MUUUUUUITA paciência, você remove os números e as faixas sem causar danos ao plástico.

Imagem:

No caso de pintura por tampografia, ela sai com relativa facilidade, mas o lápis consegue remover qualquer tinta, embora com mais trabalho. Neste caso, ao remover qualquer texto, numeração, tara, logomarca, etc., a tinta por baixo desbotará ligeiramente, sendo necessário um efeito de envelhecimento para disfarçar, caso o modelo não venha a receber nova pintura.

(Enviada pelo JF, Marília, SP.)

Colírio ferroviário
Imagem: Pátio de Cerquilho
Pátio de Cerquilho, SP, antiga EFS (Estrada de Ferro Sorocabana), atual ALL (América Latina Logística).

(Foto de Adriano Martins.)
Caboose

Agradecemos ao Adrian C. Pardo pela informação sobre a novidade da Kato e ao Marcelo Lordeiro pelas sugestões para o Expresso Portal do Trem, ao Adriano Martins pela foto do Colírio Ferroviário, ao Rodolfo Sirmanas pelas informações sobre o encontro em Campo Limpo Paulista e ao JF pela dica de hoje.

Marcio Redondo (editor@portaldotrem.com.br)

Portal do Trem: Um site de ferromodelistas para ferromodelistas