Boletim de 28 de dezembro de 2012
Próxima estação: 2013!

Nos tempos áureos dos trens de passageiro no Brasil, com antecedência o chefe de trem anunciava a estação seguinte. Ia de carro em carro falando bem alto: ''estação X''. Assim aqueles que iam desembarcar naquele lugar tinham tempo suficiente para apanhar a bagagem e se dirigir para a porta do carro. Para quem conheceu aquela época, ficam apenas as boas recordações.

Para nós modelistas a pergunta é: o que vamos fazer na estação 2013? Quais são seus planos? O que pretende fazer na maquete? Que técnicas novas de modelagem deseja aprender? Que outras quer aprimorar? De quantos encontros e concursos vai participar? Quais? Que dicas e, quem sabe, tutoriais vai enviar para publicarmos aqui no Portal?

É claro que a vida não é só ferromodelismo. Há coisas mais importantes: família, trabalho, amigos, etc. Mas há espaço para o hobby. Por isso, na hora de fazer planos para a estação 2013, estabeleça alvos concretos para suas horas de lazer.

Construindo compressores com motor de geladeira
Imagem: Construindo compressores com motor de geladeira
Um motor usado de geladeira dá um ótimo compressor para aerógrafo. Além de barato e fácil de construir, é silencioso. Quer saber como fazer o seu? Pois existe um tutorial na internet com o título ''Construindo compressores com motor de geladeira'' e que foi escrito por Irineu Aberobaldo. Está lá nos nossos três índices ("Índice de autores", "Índice de títulos" e "Índice de assuntos").

E, por falar nos índices, até o momento eles trazem mais de 130 artigos técnicos encontrados em outros sites. São os mais variados assuntos de interesse do ferromodelista em geral, desde o iniciante até o mais avançado.

(Fotografia retirada de www.webkits.com.br/news/articlefiles/389-meu%20compressor.jpg)
''O bento''

O maquinista português da CMEF (Companhia Mogiana de Estradas de Ferro) notou que o poste do telégrafo havia caído e impedia a linha. Foi ao telégrafo mais próximo e ditou o recado ao telegrafista:

— O bento derrubou o poste.

O telegrafista, espantado, virou para ele:

— Mas bento não derruba poste.

Imperturbavelmente, o português explicou:

— Bento do aire!!!

(Visite a página "Causos" para ler outras histórias da vida ferroviária.)

Calendário de visitas à Maquete da Fábrica
Imagem: Maquete da Fábrica

Imagem: Maquete da Fábrica
O Kléber Nunes Ângelo, da Confraria do Trem, anuncia as datas de visitas em 2013 à famosa Maquete da Fábrica (Rio de Janeiro, RJ): todo último sábado de cada mês, com exceção de dezembro, quando será no dia 21.
Tren Online nº 9
Imagem: Tren Online nº 9
Acaba de sair mais um número da Tren Online, revista em espanhol voltada a ferrofãs e ferromodelistas. Para os ferrofãs há uma excelente reportagem sobre a Jungfrau Bahn, a ferrovia suíça por cremalheira que chega ao ponto mais alto da Europa. A reportagem está fartamente ilustrada. Vale a pena conhecer essa ferrovia. Ainda para os ferrofãs, o exemplar traz a segunda parte sobre os Elipsos, trens noturnos internacionais que ligam Madri, Paris, Barcelona, Zurique e Milão.

Para os modelistas existem avaliações de novos produtos e informações sobre lançamento de outros.

O endereço da Tren Online está na página "Revistas virtuais em outros idiomas". (A Tren Online oferece também uma versão em inglês.)
Expresso Portal do Trem
O nocaute das locomotivas (Sugestão do Nicholas Burman na lista Trem da História)

Austrália: seis locomotivas diesel-elétricas são derrotadas quando tentam subir uma rampa de 2% tracionando vagões carregados de grãos de Ouyen até Sunshine. O problema começa quando uma das locomotivas não está tracionando, e o trem para. Quando o problema é consertado, a areia (que é lançada no trilho para evitar que as rodas da locomotiva patinem) tinha acabado. Para complicar uma garoa bem fina torna os trilhos ainda mais escorregadios. No fim o trem de voltar até Ouyen.

''Condenados pelo progresso'': Propaganda governamental antiferrovia (sugestão do Luiz Bellotto na lista Narrow Gauge)

Filme produzido por volta de 1960 pelo finado Instituto Nacional do Cinema Educativo, órgão do então Ministério da Educação e Cultura. Veio na esteira do relatório da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos, que recomendou ao governo a extinção de milhares de quilômetros de nossas ferrovias.

O Gordo e o Magro, os Três Patetas e companhia pegam o trem (sugestão do Tony Belviso na lista Narrow Gauge)

Compilação de cenas ferroviárias com vários comediantes norte-americanos.

Locomotiva Shay. Linda! (sugestão do Marcelo Lordeiro)
Imagem:
Locomotiva Shay.
Linda!

Clique na foto para ir ao site. Use o mouse para girar a locomotiva ou então ampliar a imagem. (Clicando no ícone embaixo à esquerda, você escolhe o modo de visualização.)

Dica: Paquímetro: como fazer uma boa aquisição
Imagem: Paquímetro: detalhes para uma boa aquisição

O paquímetro é ferramenta indispensável para quem faz scratchbuilding (modelagem a partir do zero) ou mesmo kitbashing (adaptação de kit). É instrumento de medida de precisão. Antigamente existiam apenas os analógicos. Eram caros e muitas vezes difíceis de ler. Hoje em dia o preço baixou. Os analógicos continuam existindo, mas agora há também os digitais.

ANALÓGICO OU DIGITAL? É irrelevante. Os dois cumprem a mesma função. No caso do analógico, a leitura não é automática e é preciso aprender a fazê-la. No começo pode ser difícil, mas com o tempo a leitura se torna natural. No paquímetro digital ela é mais rápida e mais fácil, o que torna seu uso mais confortável.

TAMANHO: Tanto o analógico quanto o digital são encontrados em diversas medidas, sendo as mais comuns 150mm e 300mm. Em ferromodelismo as medidas que exigem precisão são de peças pequenas, por isso, um paquímetro de 150mm costuma ser suficiente.

PRECISÃO: A precisão de ambos é equivalente, normalmente sendo de 1 milésimo de polegada (0,0254mm) para as medidas em polegada e 1 centésimo de milímetro (0,01mm) para medidas no sistema métrico.

CUIDADOS: A conservação é que determina a qualidade da medição. Como todo instrumento de precisão, deve ser tratado com cuidado. De preferência, mantenha-o guardado na caixa.

PREÇO: Os preços variam. Os mais caros são de marcas renomadas (tais como Mitutoyo, Somet e também Starrett). Hoje em dia existem vários com preço mais em conta mas igualmente bons. São, por exemplo, os de marcas mais populares (Digimess, etc.) e também os ''genéricos'' chineses.

EVITE: Não compre paquímetro de plástico (desses encontrados em lojas de 1,99, como o da marca Western), ''paquímetro cromado'' (do tipo fabricado pela Lee Tools) nem paquímetro de fibra de carbono. Nenhum oferece medida precisa. Na verdade, nem têm o direito de serem chamados de paquímetro. Os verdadeiros são de aço carbono ou aço inoxidável. Desconfie sempre quando o preço for muito baixo.

E, se você não sabe usar esse instrumento, há um site na internet que ensina: [site* http://paquimetro.reguaonline.com/* www.paquimetro.reguaonline.com].

(Dica de Marcio Redondo, Curitiba, PR.)

Colírio ferroviário
Imagem: Acidente
Acidente em escala.

(Compartilhado por Adrian Carlos Pardo na lista Tren Rodante.)
Caboose

Agradecemos ao Kléber por nos enviar o calendário de encontros na Maquete da Fábrica, ao Nicholas Burman, ao Luiz Bellotto, ao Tony Belviso e ao Marcelo Lordeiro pelas sugestões para o Expresso Portal do Trem, ao Adrian Carlos Prado pela indicação da foto do Colírio Ferroviário

Marcio Redondo (editor@portaldotrem.com.br)

Portal do Trem: Um site de ferromodelistas para ferromodelistas