30 de março de 2012
30 de março de 2012
Os trilhos invisíveis de Santos

Hoje à tarde andava eu, não mais que de repente, pelo centro de Santos, quando meus pensamentos foram bruscamente interrompidos por um motorista que desejava estacionar seu caminhão:

— Por favor, aqui passa bonde?

Pra encurtar a conversa, fui logo falando que não. Mas ficou uma vontade de ter dado uma resposta mal-criada, dizendo que bastava apenas olhar para o chão para saber se o bonde passava ou não por lá...

Parece que o pessoal esqueceu que o bonde (pelo menos os de verdade) não anda fora dos trilhos. Se bem que, bom, sei lá, no Brasil tudo é possível!

(Fato narrado pelo Antonio Augusto Gorni e ocorrido em 21 de março de 2012.)

Trainspotter: revista virtual mensal em português
Revista Trainspotter
O Portal do Trem descobriu a revista ''Trainspotter''. A palavra é inglesa e significa ferrofã. Mas, apesar do nome, a revista está em português. É dedicada às ferrovias de Portugal, e sempre traz uma ou outra informação de ferromodelismo.

Vem sendo publicada todos os meses desde junho de 2010, e os números estão disponíveis para download gratuito no endereço www.portugalferroviario.net.
Lançamento: Carros de madeira da Paulista
Carros de madeira da Paulista

Carros de madeira da Paulista
A J. L. Models está lançando carros de passageiros (linha madeira) da CPEF (Companhia Paulista de Estradas de FCPEF (Companhia Paulista de Estradas de Ferro) feitos em resina na escala HO. A J. L. Models também fabrica carcaça da G-12 e anuncia para breve o lançamento da carcaça da U20.

Contatos pelo email fernandespinto@terra.com.br.
Possível relançamento: Cabine brasileira da RS-1
RS-1 que rodou nos Estados Unidos

RS-1 que rodou no Brasil

Modelo da RS-1 que rodou no Brasil
As locomotivas diesel-elétrica Alco RS-1 utilizadas nos Estados Unidos tinham cabine reta (ver primeira foto). Já a RS-1 que rodou no Brasil tinha uma cabine diferente (ver segunda foto). A Alco também fabricou a RSC-1 mas apenas para a EFSJ (Estrada de Ferro Santos a Jundiaí). Era igual à RS-1, mas com truque de três eixos ao invés de dois.

Como não há modelo da RS-1 nem da RSC-1 fabricados no Brasil, os modelistas brasileiros têm de recorrer ao modelo da RS-1 fabricado para o mercado norte-americano. Mas ele não representa fielmente as locomotivas que rodaram por aqui. Por isso a LFRC está estudando a possibilidade de produzir mais um lote da versão brasileira da cabine da RS-1 (ver terceira foto). Essa cabine foi preparada com engates (dentes) para posicionamento numa carcaça Atlas. No caso de outras carcaças, um modelista com um pouco habilidade pode remover os dentes e adaptar à sua própria carcaça. As cabines seriam fornecidas em kit, com as duas portas em separado para instalação.

Para viabilizar a produção de um novo lote, o Raul Carneiro Neto precisa que os modelistas interessados entrem em contato pelo email rcarneironeto@gmail.com.

(A primeira foto foi tirada do site http://www.railroadmichigan.com.)
Kitbashing e scratchbuilding: você sabe a diferença?

São duas palavras inglesas usadas em plastimodelismo e, por tabela, em ferromodelismo.

Kitbashing é a adaptação de um modelo comercial já pronto ou então de um kit para montar. Para essa adaptação usam-se ítens fabricados especificamente para detalhamento (por exemplo, uma mangueira de ar) bem como peças tiradas de outros kits comerciais.

Scratchbuilding é a construção de modelos utilizando materiais básicos (madeira, plástico, metal, resina, gesso, papel, etc) ao invés de simplesmente montar ou fazer pequenas modificações em um kit ou modelo comercial. É comum também a utilização de partes descartadas de outros modelos ou simplesmente lixo que contenha os materiais citados anteriormente (latas, embalagens, etc), bem como peças de detalhamento disponíveis no mercado (engates, mangueiras, sistemas de freio, etc). A base para a modelagem é normalmente uma planta ou foto do protótipo. Os motivos que levam um modelista a apelar para esta técnica podem ser a indisponibilidade de um modelo comercial que represente o protótipo, a insatisfação com o nível de detalhe dos modelos disponíveis ou simplesmente o prazer do desafio.

(Definição de kitbashing elaborada por Marcio Redondo; e de scratchbuilding, pelo Flávio Alves.)

Lançamento: Novos decalques do Carlão
Decalques do Carlão DC127

Decalques do Carlão DC127

Decalques do Carlão DC127
O Carlão está lançando em abril a folha de decalques DC127. É para a locomotiva AC44i, da MRS.
Ainda o defunto

O Roberto Strasser, maquinista da ALL em Curitiba, nos escreveu, acrescentando mais algumas informações sobre o sistema de homem morto (HM). No passado, era necessário o maquinista ficar pressionando o botão ou pedal. Em intervalos regulares, soava um apito e o maquinista tinha de soltar e voltar a pressionar em seguida. Hoje, conforme esclareceu o Zeval, o contrário acontece: o apito toca e o maquinista precisa pressionar e soltar o botão ou pedal.

O Roberto informa que na ALL o intervalo é regulado para atuar a cada 22 segundos. Também existe o HM inteligente, que interpreta que operações na locomotiva feitas dentro do intervalo de 22 segundos (por exemplo, acelerar, frear, buzinar) indicam que o maquinista está atento e, então, ele não precisa pisar no pedal. Terá de voltar a apertar o botão ou pedal só 22 segundos depois dessa operação (acelerar, frear, etc.).

O Balan pirou mesmo! Novo sorteio!

O Balan está sorteando uma caixa d'água da Walthers entre os ferromodelistas. Clique aqui para acessar o regulamento do sorteio.

Mas apresse-se. As inscrições vão só até o dia 7 de abril.

Sorteio do Balan
Só até domingo: Exposição com informações sobre o Tramway da Cantareira

No Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569), em São Paulo, está havendo uma exposição da Sabesp que conta a história do gerenciamento dos recursos hídricos para abastecimento de água da Grande São Paulo. No passado o Tramway da Cantareira (quem nunca ouviu a música ''Trem das Onze''?) teve participação importante nesse abastecimento, e a exposição traz, entre outras coisas, informações e fotos sobre o Tramway.

Expresso Portal do Trem

Estamos lançando hoje nosso Trem Expresso. Aqui você terá vídeos e também links para outros sites. Faça uma ótima viagem.

Dica postada pelo Alex Leão no site www.minitrem.com: Uma alternativa à grama estática (em inglês)
Dica enviada pelo Ricardo Andrade à lista Confraria do Trem: Documentário do History Channel sobre ferromodelismo (em espanhol).

Para este filme de 52 minutos (!) não é permitido link direto. Então, para assistir ao vídeo, só mesmo indo à página do YouTube: Documentário do History Channel sobre ferromodelismo (em espanhol).
Dica nº 1: Pintura interna de túneis

Na vida real túneis ferroviários são escuros. Ao contrário de túneis rodoviários, que muitas vezes são iluminados internamente, só os faróis das locomotivas iluminam os túneis. Por isso, pinte de preto fosco as paredes do interior de seus túneis, o que impede que reflitam a luz. Isso tem a vantagem de ressaltar a locomotiva saindo do túnel com o farol aceso.

Com exceção do boleto (a parte de cima do trilho, por onde se dá o contato elétrico), todo o resto do trilho, bem como dormentes e lastro, deve ser pintados de preto fosco. Mas não mude a cor de repente. Deve-se ter o cuidado de fazer uma transição suave entre a cor normal da via permanente (até a boca do túnel) e o preto fosco (alguns poucos centímetros já dentro do túnel).

(Dica oferecida por Marcio Redondo, Curitiba, PR.)

Dica nº 2: Protegendo AMVs na hora da pintura e lastreamento

Os AMV's são muito sensíveis às pedrinhas do lastro ou à infiltração de cola. Pedras presas aos AMV's causam constantes descarrilamentos. Tentar descolar a agulha de um AMV nem sempre é uma tarefa fácil, e não raramente resulta em prejuízos.

Algo que sempre faço para diminuir o problema é protegê-los com fita crepe, antes da pintura e antes da aplicação do lastro.

Proteção de AMVs para pintura e lastreamento

Proteção de AMVs para pintura e lastreamento

Proteção de AMVs para pintura e lastreamento

Este cuidado permite que você pinte o desvio e aplique o lastro com tranquilidade.

Depois que todos os trilhos estiverem lastreados, aí você trabalha com bastante atenção nos AMV's, fazendo a pintura final e aplicando o lastro com muito, mas muito cuidado mesmo!

(Dica enviada pelo Balan, Curitiba, PR.)

Colírio ferroviário
Urandi, BA
Cena bucólica no município de Urandi, BA, em trecho da antiga VFFLB (Viação Férrea Federal Leste Brasileiro).

(Foto de autoria desconhecida.)
Caboose

Agradecemos ao Roberto Strasser pelas informações adicionais sobre o sistema de homem morto, ao Flávio Alves pela definição de ''scratchbuilding'' para nosso "Dicionário de Ferr(e)omodelês", ao Ricardo Andrade e ao Alex Leão pelas dicas para o Expresso Portal do Trem, ao Balan pela dica e ao Gorni pelo causo que ele próprio viveu.

Atualizamos a página sobre "Prestadores de serviço", com a inclusão do Jayme Filho, que entre outras coisas projeta, constrói, revitaliza e atualiza maquetes. E tem gente nova na secção "Produtores": a J. L. Models e a Trens e Ferrovias (que além de publicar a revista e DVD com o mesmo nome, produz construções em escala HO). Agora são 17 prestadores de serviço e 31 produtores cujos dados você encontra aqui no Portal do Trem.

Marcio Redondo (editor)

Portal do Trem: Um site de ferromodelistas para ferromodelistas